Chamusca | Uma homenagem ao “menino prodígio” que “nasceu para a música” (c/ fotos e vídeos)

O “menino prodígio” que nasceu na Chamusca há 77 anos e que, quando era pequeno, queria apenas “cantar numa telefonia”, foi homenageado durante cerca de duas horas num espetáculo que esgotou o Cineteatro local.

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O músico José Cid regressou à sua terra natal no domingo, dia 26, desta vez para uma homenagem coletiva do concelho que o viu nascer. Como disse João Coutinho, da Companhia de Teatro do Ribatejo, tratou-se de “uma homenagem coletiva desta vila, agradecida por ter alguém no panorama musical com a dimensão de José Cid”. “É como se fosse um abraço de amigos”, acrescenta.

O carinho que o povo da Chamusca tem pelo seu “menino prodígio” está bem patente no facto de, um mês antes, já o espetáculo estar esgotado, deixando de fora muitas centenas de pessoas.

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“Diverti-me muito mais aqui hoje à tarde e à noite do que nos Grammys”, confessou José Cid já no final do espetáculo.

José Cid foi homenageado na Chamusca. Foto: CMC

O músico gostou tanto que sugeriu que se fizesse uma digressão porque merecia que fosse visto por mais pessoas e noutras localidades. Além, propôs também que se fizesse uma segunda edição do espetáculo na vila tendo em conta as muitas pessoas que queriam e não puderam por não haver mais lugares.

“Estou muito contente. Adorei este vosso projeto, tem muita qualidade”, elogiou José Cid tendo ao seu lado João Coutinho que conciliou vontades e recolheu apoios para que a homenagem se concretizasse.

Gala de homenagem a José Cid no Cine-Teatro da Chamusca, terra onde nasceu o músico há 77 anos

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 26 de janeiro de 2020

Também no palco estava o presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, que agradeceu a João Coutinho por ter organizado “uma gala muito digna” e a todos os que participaram. “Todos os chamusquenses se enchem de orgulho por ter alguém da terra com a projeção que tem José Cid”, “o rei da música latina” que “tem a sua terra-mãe no coração todos os dias, tal como ele está sempre no nosso coração”, enalteceu o autarca. Revelou também que, em maio, o músico vai abrir a Semana da Ascensão.

Pelo palco e perante mais de 300 pessoas passaram nomes como Rui Tanoeiro, João Chora, Marisa Ferreira, Luís Petisca, Miguel Galhofo, Diogo Carapinha, Bruno Oliveira, Eunice Rosa, Francisco Velez (diretor musical), Carlos Rosa, Francisco Sobral, elementos da Companhia de Teatro do Ribatejo, entre outros.

O músico gostou tanto da Gala em sua homenagem que sugeriu que se fizesse uma digressão porque merecia que fosse visto por mais pessoas e noutras localidades. Foto: CMC

O Presidente da República foi uma das figuras que gravou mensagens de homenagem a José Cid projetadas no ecrã, intercaladas com as atuações. Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que José Cid foi sempre “um patriota, alguém que gosta da história de Portugal, das nossas tradições, mas também da história de Portugal projetado no futuro, alguém aberto ao mundo e capaz de dizer muito à alma dos portugueses”.

“A minha solidariedade total para com a vossa justíssima homenagem”, frisou ainda o Presidente da República.

Gala de homenagem a José Cid no Cine-Teatro da Chamusca, terra onde nasceu o músico há 77 anos. Entrevista com João Coutinho, da Companhia de Teatro da Chamusca

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 26 de janeiro de 2020

José Cid, galardoado em novembro de 2019 com o Grammy Latino de excelência musical, tem na Chamusca as suas raízes mais profundas. Aqui nasceu (numa casa na rua principal da vila) e cresceu, desde tenra idade revelando talento para a música.

Já adolescente mudou-se com a família para Mogofores, Anadia, mas nunca perdeu a ligação à vila ribatejana onde se continua a deslocar quase semanalmente e onde sente o carinho da população local.

Nas letras das músicas de José Cid está bem patente essa ligação ao Ribatejo, ao rio e ao mundo dos cavalos e do campo.

“Recordo-me hoje vagamente, De quando era criança, Vivia numa vila linda à beira Tejo, Tinha uma namorada loira, E os amigos da escola, Sexta-Feira Santa dia no cortejo, E o meu pai dizia, filho quando fores maior, Tens que ser um Engenheiro ou Doutor, Qual Doutor dizia eu, Que mau Doutor seria, Quero é cantar numa telefonia”.

Quem não conhece esta letra de um dos temas mais conhecidos de José Cid, o tal “menino-prodígio” que nasceu para a música?

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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