Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Chamusca | RSTJ investe 5,6 ME na ampliação da unidade de tratamento de lixo

No orçamento da RSTJ (Resitejo) para 2021, que ronda os 15 milhões de euros, aponta-se como principal investimento a ampliação da unidade de tratamento mecânico e biológico (TMB), com um investimento na ordem de 5,6 milhões de euros, objeto de candidatura ao POSEUR. O objetivo, segundo o documento a que o mediotejo.net teve acesso, é “a melhoria de eficiência na gestão dos resíduos e à sua valorização”.

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A atual unidade, com uma capacidade instalada de 35 toneladas por hora, foi projetada para processar da forma distinta os resíduos indiferenciados (colocados nos contentores verdes). Matéria orgânica, plásticos, metais e rejeitados são os produtos resultantes desse processo de tratamento. A maioria dos plásticos são triturados e enviados para combustível derivado de resíduos e os metais são encaminhados para reciclagem.

Quanto à matéria orgânica, é processada e transformada no chamado corretivo orgânico, (NutriSolo), que é o resultado da separação da matéria orgânica existente nos resíduos indiferenciados e do processo biológico que se realiza naquela unidade. Este corretivo orgânico pode ser utilizado, por exemplo, na agricultura como fertilizante.

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Em 2021, a RSTJ pretende ainda “proporcionar aos Municípios acionistas a possibilidade de os mesmos terem disponível uma instalação para tratamento dos bioresíduos provenientes da recolha seletiva que alguns, obrigatoriamente, têm de implementar até 31 de dezembro de 2023”.

O orçamento para 2021 prevê a construção de um novo ecocentro na Chamusca e a remodelação de vários ecocentros, como investimentos previstos de 261 mil euros e 250 mil euros, respetivamente. Os ecocentros, recorde-se, estão distribuídos pelos concelhos de Alcanena, Chamusca, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Entroncamento/Vila Nova da Barquinha.

Ainda na área da recolha seletiva, a RSTJ está a implementar um sistema informático que visa otimizar todos os serviços de recolha, bem como a monitorização de enchimento dos mais de 2 mil vidrões que se encontram distribuídos na área dos 10 municípios.

Para os próximos investimentos e para alguns já em curso, a RSTJ apresentou candidaturas de modo a obter financiamento comunitário. São exemplos, a recolha Seletiva Multimaterial Porta-a-Porta, a promoção de Sistemas Inovadores, PAYT e de Recolha Seletiva Porta-a-Porta na Resitejo, a educação e Sensibilização para Recolha Seletiva Porta-a-Porta em Zonas Piloto e População em Geral e a ampliação do centro de triagem e incremento da recolha seletiva.

São quatro os objetivos estratégicos da empresa para 2021: “a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos municípios da área de intervenção”, “aumentar a taxa de cobertura nos municípios com a implementação da recolha porta-a-porta”, “aumentar os níveis de eficiência na gestão dos resíduos”, e “garantir um serviço de alta qualidade, assegurando o cumprimento da legislação nacional e comunitária”.

Dados estatísticos da estação de triagem em 2019. Foto: RSTJ

No ano de 2019, a Resitejo (marca que se mantém) recebeu no aterro sanitário do Eco-Parque do Relvão um total de 65.750,52 toneladas de resíduos.

Na estação de triagem foram rececionadas no total 21.052,59 toneladas de produtos como vidro, cartão, plástico, metais, madeiras, monstros, entre outros. Dos 10 municípios vieram 10.603 toneladas, a que acrescem os materiais que vêm da Tratolixo e da Ecoleziria.

A RSTJ é a empresa responsável pela gestão e tratamento dos resíduos produzidos pelos municípios de Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

A sua intervenção passa pela gestão das dezenas de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidas anualmente pelos mais de 200 mil habitantes dos 10 concelhos da sua área de intervenção.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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