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Chamusca | Resitejo quer transformar lixo em pellets (c/áudio)

A Resitejo, entidade responsável pelo tratamento de resíduos de 10 concelhos na nossa região, tenciona criar uma unidade de produção de pellets. São dois os objetivos principais: reduzir a deposição de resíduos em aterro sanitário e produzir combustível.

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Em entrevista ao mediotejo.net, Diamantino Duarte, administrador delegado da Resitejo, explica que “nesta fase está a ser feito um estudo de mercado para depois o projeto ser apresentado às autoridades nacionais de licenciamento de tratamento de resíduos. Importa perceber se conseguimos transformar os resíduos que já não têm qualquer possibilidade de reciclagem, transformando-os em pellets e se conseguimos ou não colocá-los em unidades de queima”.

Para este projeto, a Resitejo apresentou uma candidatura aos fundos comunitários que prevê um investimento na ordem dos 500 mil euros, segundo dados fornecidos por Diamantino Duarte.

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Som – Entrevista a Diamantino Duarte, administrador delegado da Resitejo

Se a candidatura aos fundos comunitários for aprovada e se também houver aprovação superior por parte das entidades responsáveis, a Resitejo poderia resolver “um dos problemas que os sistemas de resíduos têm, que é encaminhar a fração “resto” que já não tem possibilidades de ser aproveitada para reciclagem”.

O administrador delegado da Resitejo concretiza que cerca de 40 por cento dos resíduos não são possíveis de aproveitar e neste momento têm de ser enviados para aterros, a que corresponde cerca de 60 mil toneladas por ano.

“Se com essa unidade de peletização conseguíssemos reduzir esses valores para 50 por cento era muitíssimo bom”, afirma Diamantino Duarte, que adianta a necessidade de ampliação das instalações para a concretização do projeto.

As pellets produzidas a partir da parte dos resíduos que não são para reciclar seriam destinadas a serem consumidas pelas empresas que precisam deste tipo de combustível, como seja a indústria de produção de energia.

De acordo com a candidatura, são objetivos operacionais, “implementar uma unidade de produção de CDR – Combustível Derivado de Resíduos em Pellets, a jusante do TMB – Tratamento Mecânico e Biológico de resíduos” e “produzir CDR de alta qualidade, com as características exigidas pelos potenciais clientes, com vista ao encaminhamento para valorização energética”.

Pretende-se ainda “criar uma capacidade de produção capaz de minimizar a deposição em aterro sanitário” e “melhorar a eficácia e capacidade operacional do sistema”.

Diamantino Duarte, Administrador Delegado da Resitejo. Foto: DR

Nesta fase a Resitejo está a trabalhar com estabelecimentos de ensino para avaliar quais as capacidades que existem no mercado. Se as unidades de valorização energética estão preparadas para receber o produto, qual o poder calorifico do mesmo e se as autoridades nacionais que têm poder para licenciar se concordam e aprovam este projeto são as questões em avaliação nesta altura.

Quanto a prazos, Diamantino Duarte, refere que o projeto terá de estar terminado até 2023, mas o objetivo é que até ao final de 2022 o processo esteja concluído.

Com sede na Chamusca, a Resitejo abrange os concelhos de concelhos de Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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