Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Chamusca | Provedor da Santa Casa faz apelo desesperado por ajuda governamental

Com quase 400 anos de história, a Santa Casa da Misericórdia da Chamusca está a viver um dos momentos mais difíceis da sua existência, em consequência da pandemia. O Provedor Nuno Castelão aproveitou a cerimónia em que recebeu a medalha de honra da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, no dia 5, para dar conta das “graves dificuldades” e da situação “extremamente difícil” em que se encontra a instituição fundada em 1622.

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Depois de referir os “irreparáveis, brutais e assustadores” prejuízos acumulados durante estes nove meses “terríveis” de pandemia, o provedor lançou um apelo desesperado por apoio por parte do Estado.

“Os nossos governantes têm de perceber de uma vez por todas que estas instituições têm de ser ajudadas”, afirmou, falando numa “guerra que só está a começar agora” e da qual promete não desistir. “Fomos completamente abandonados pelo Estado. Não existe qualquer contrapartida ou compensação pelo esforço que estamos aqui a fazer”, denunciou.

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Com voz embargada pela emoção, Nuno Castelão disse poder estar em risco a própria sustentabilidade da instituição, isto apesar de já terem vendido património para tentar minimizar a atual situação “extremamente difícil”.

Ao receber e agradecer a distinção atribuída pela União de Freguesias, o Provedor dedicou a medalha a todos os que colaboraram com a Santa Casa durante os quase quatro séculos de história, “desde os provedores, às mesas administrativas e sobretudo aos trabalhadores que por aqui passaram e deram o máximo de si para que pudesse servir a comunidade da Chamusca e do seu concelho”

“Atravessamos momentos muito difíceis, na história da Misericórdia é talvez um dos momentos mais difíceis”, repetiu o orador, emocionado.

Torna-se “psicologicamente extremamente difícil ter a vida na mão de uma parte significativa dos idosos da nossa região e com eles viver todos os dias a esperança de que nada aconteça”.

Apesar disso, Nuno Castelo disse que a instituição e a sua equipa “não têm poupado esforços para manter de forma intacta todas as pessoas” que estão à sua responsabilidade, ao mesmo tempo que elogiava a dedicação do grupo de trabalho.

Se o objetivo da atual gestão da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca, iniciada há quatro anos, era o equilíbrio financeiro, “esse objetivo ficou parado no início deste ano pelas circunstâncias que todos nós sabemos”, explicou o Provedor, que garantiu estarem a serem feitos todos os esforços para garantir a saúde dos utentes nas melhores condições.

“É uma necessidade imperiosa, porque, como já alguém dizia, a vida das pessoas não tem preço”, afirmou.

Nuno Castelão explicou que os prejuízos acumulados durante estes meses de pandemia não têm só a ver com o investimento nos equipamentos de proteção individual, mas sobretudo com a limitação na utilização das instalações que não podem ter ocupação máxima devido à necessidade de ter reservados lugares de isolamento em caso de contágios.

Essa receita que se está a perder, tanto na unidade de cuidados continuados como no lar, representam prejuízos “irreparáveis, brutais e assustadores”, salientou.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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