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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Chamusca | Pandemia atrasou central de biomassa que já está em fase de testes

Está em fase final de construção no Eco-Parque do Relvão um investimento de 9 milhões de euros numa central de biomassa, apoiado em 5 milhões por fundos comunitários, e que irá criar cerca de 20 postos de trabalho diretos.

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Prevista para entrar em funcionamento no final de 2019, a Central de biomassa da Termogreen, em construção no Eco-Parque do Relvão, no Concelho da Chamusca, também está a sofrer os efeitos da pandemia.

Nesta altura, pelo que conseguimos apurar, a nova unidade industrial encontra-se em fase de testes, depois de alguns problemas com o trommel de tambor rotativo.

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Uma vez que a tecnologia ali instalada é de origem indiana, registaram-se também atrasos no fornecimento de equipamentos devido às consequências da pandemia.

Para já ainda não há data prevista para a inauguração nem para o início de produção em condições normais.

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Foram cinco empresas, portuguesas e espanholas, que concorreram ao concurso público internacional para a empreitada de “conceção, construção, fornecimento e colocação em serviço de central termoelétrica de biomassa residual”, sendo selecionada a firma Ambitermo – Engenharia Equipamentos Térmicos, Lda, com sede na Zona Industrial de Cantanhede.

Foto: mediotejo.net

Com o ato formal da consignação da obra a 17 de agosto de 2018, deu-se início à construção da central destinada à produção de energia elétrica com uma potência líquida de 3 MW utilizando como combustível primário biomassa com várias origens e de baixo valor comercial.

O prazo para conclusão da empreitada era de 490 dias a partir daquela data, o que já foi largamente ultrapassado. Trata-se de um investimento de 9 milhões de euros, apoiado em 5 milhões de euros por fundos comunitários e que irá criar cerca de 20 postos de trabalho diretos.

A central destina-se à queima das matérias lenhosas e herbáceas residuais para a produção de energia elétrica com origem em fontes renováveis.

Segundo o projeto, a sua implementação permite “fomentar a produção e distribuição de energia proveniente de fontes renováveis, diversificar as fontes de abastecimento energético de origem renovável e aproveitar os imensos potenciais energéticos dos recursos endógenos”. Além disso possibilita “reduzir assim a dependência nacional energética e contribuir para a estabilidade do fornecimento de energia elétrica à rede pública com origem em fontes renováveis pois, contrariamente às demais fontes renováveis, a biomassa não tem a imprevisibilidade na sua produção”.

A Central Termoelétrica terá um funcionamento anual contínuo, ou seja, 24 horas por dia, 7 dias por semana, prevendo-se apenas dois períodos anuais de paragem para trabalhos de manutenção e limpeza previstos. Para o primeiro ano prevê-se que o período mínimo de horas anuais trabalhadas seja de 7.400 horas, sendo que para os restantes anos se prevê um funcionamento de 7.920 horas.

Do ponto de vista ambiental, segundo a empresa, “este projeto apresenta um saldo claramente positivo, evitando anualmente a emissão de 7755 ton de CO2, evitará a deposição em aterro de 35.000 ton de biomassas residuais constituindo assim mais um impacto positivo do projeto e contribuirá para reduzir assim a dependência nacional energética e contribuir para a estabilidade do fornecimento de energia elétrica da rede pública”.

Depois de concluída, esta unidade irá usar 35 mil toneladas de biomassa residual que serão canalizadas para produção de energia. Com uma potência elétrica de 3 MW, a central irá receber não só a biomassa residual florestal, mas também resíduos agrícolas e verdes, provenientes de podas.

A energia produzida por esta unidade será incorporada na rede portuguesa, e vendida a preço de mercado. Além disso o projeto prevê o aproveitamento anual de 1.725 toneladas de cinzas para utilização como fertilizantes das terras.

Um dos fornecedores da central da Termogreen é o próprio Município que adquiriu um biotriturador e canaliza para lá os resíduos para serem incorporados no composto produzido, tal como faz com a Resitejo.

Foto: mediotejo.net

O presidente da Câmara destaca a importância da central de biomassa, não só pela sua capacidade de produção, como pela área de abrangência num raio de 100 quilómetros à volta da Chamusca.

Paulo Queimado sublinha as características sílvico-florestais do seu concelho e de toda a região, cujos municípios passam a dispor de um destino para os seus resíduos verdes. Também os produtores florestais são beneficiados uma vez que “têm um sítio para fazer essa gestão que é importantíssima para valorizar os resíduos, ou para combustível ou para fertilizante”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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