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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Chamusca | O monumento ao Toiro Bravo “vai para além da tauromaquia” (c/vídeo e áudio)

Numa quinta feira de Ascensão marcada ainda por restrições devido à pandemia, Chamusca festejou o seu feriado municipal com, entre outras atividades, a inauguração da escultura “O Toiro”, da autoria do escultor Rui Fernandes. A ideia deste monumento surgiu, já em 2019, na comissão organizadora do centenário da praça de toiros, mas só foi possível concretizá-la este ano tendo em conta os condicionalismos.

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Em entrevista ao mediotejo.net minutos antes da inauguração, o presidente da Câmara, referiu que o objetivo era materializar a figura do toiro “como elemento central da tauromaquia”, mas também relacionada “com as vivências do povo da Chamusca enquanto comunidade”. Para Paulo Queimado “o toiro vai para além da tauromaquia. Tem a ver com o próprio ADN da Chamusca, um território com longa tradição na criação do toiro bravo”. 

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Para falar sobre a importância da escultura, o autarca remete para as origens remotas: “É uma coisa que faz parte de nós próprios, é o nosso ADN”. Ao mesmo tempo pretende ser “uma homenagem a todos aqueles que conseguem e têm a coragem de continuar esta espécie”, os ganaderos, cujas marcas (ferros) constam no pedestal da escultura.

Paulo Queimado chama a atenção para “toda uma atividade económica que tem um impacte económico e social muito grande nas nossas comunidades”, para além da corrida de toiros: “Os ganaderos, todo o pessoal que trabalha nas herdades, famílias inteiras que vivem da criação do touro bravo e do touro de lide, além da atividade relacionada como as costureiras, os alfaiates, os homens que fazem as bandarilhas e todos os artistas da festa”.

O autarca aproveita para se manifestar contra “o ataque que está a ser feito à atividade taurina”, tão tradicional na região. “Estão contra a nossa cultura e a nossa história”, sublinha, realçando o que representa a tauromaquia para o concelho e para o país.

Uma particularidade da escultura é que, em 2019, quando começou a ser feito o molde para a peça, as pessoas foram desafiadas a dar o seu contributo colocando um pouco de barro na figura.

“O objetivo é que a comunidade também se apoderasse desta obra, que queremos que seja emblemática para o nosso concelho”, realça o presidente da Câmara.

Uma ideia corroborada pelo escultor Rui Fernandes: “eu quis que as pessoas se unissem e tentei que participassem, colocando um bocadinho de barro”.

“Isso aí teve muito valor para mim, porque isso é a participação de cada um, também sentem como se fossem um pouco autores da obra e desta forma vão estimá-la mais”.

Em resposta às críticas feitas às grandes dimensões da córnea e da cauda, Rui Fernandes explica que teve intenção de “salientar aquilo que é a arma de defesa do animal”. Da mesma forma, o facto de “parte da cauda ser mais grossa, realça a bravura do animal”.

O escultor, que tem várias obras ligadas à temática taurina por exemplo no vizinho concelho da Golegã, revela que, quando termina mais uma criação artística tem um sentimento de “missão cumprida”.

A escultura é feita em resina, pesa mais de 200 quilos e custou perto de 21 mil euros.

Ficou colocada ao lado da praça de toiros, que àquela hora já vivia a azáfama dos preparativos da primeira corrida de toiros da Semana da Ascensão. A segunda realiza-se no dia 15 de maio, sábado, pelas 17h00.

Este ano e à semelhança do que aconteceu o ano passado, devido à pandemia, não houve entrada de touros no dia do ponto alto da Semana da Ascensão, para evitar aglomerações de pessoas.

Mesmo assim, a Semana da Ascensão este ano já inclui um programa cultural com espetáculos ao vivo no cineteatro, espaço que fica reduzido a 130 lugares. Para compensar esta limitação, a organização continua a emitir todos os concertos através das plataformas online.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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