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Chamusca | Município defende conclusão do IC3 como projeto prioritário no PRR

Numa altura em que está em consulta pública o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo Governo, o presidente da Câmara da Chamusca apresentou uma proposta no sentido de incluir a conclusão do IC3/A13, entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim, como projeto prioritário naquele documento estratégico.

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Na parte inicial da reunião de câmara do dia 23, realizada por videoconferência, Paulo Queimado (PS) leu o texto da proposta na qual destacou a importância daquele troço não só para a Chamusca, mas sobretudo para a região e para o país.

Lembrou as “barreiras inultrapassáveis” com que os agentes locais e das regiões da Lezíria e do Médio Tejo, mas principalmente do concelho da Chamusca se deparam, pedindo “uma resposta de âmbito nacional”.

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No diagnóstico que fez no preâmbulo da proposta, considera que “a atração de investimento produtivo deve ser considerada um desígnio nacional”, mas “é consistentemente bloqueada pela realidade infraestrutural da região nomeadamente a sul do Tejo pela ausência de uma ligação rodoviária e ferroviária eficaz”.

Reunião da câmara da Chamusca por videoconferência. Foto: DR

A conclusão do troço IC3/A13 que permitirá ligar VN Barquinha a Almeirim tem sido identificada em vários documentos (PNR, PNI, PROT) como uma prioridade em termos de investimento no país.

A rodovia em causa é considerada “essencial para alavancar economicamente zonas do interior tipicamente rurais e mais desfavorecidas tornando-as atrativas do ponto de vista de expansão territorial, quer urbana quer industrial”.

Paulo Queimado lembrou que a localização do EcoParque do Relvão na freguesia da Carregueira faz com que várias localidades do concelho sejam atravessadas por veículos pesados “com riscos acrescidos para a saúde pública”.

Isto porque é ali que se localizam “importantíssimas infraestruturas de tratamento de resíduos oriundos de todo o país e do estrangeiro”, nomeadamente os dois únicos CIRVER (Centro Integrado de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos), quatro unidades de tratamento de resíduos hospitalares, duas unidades de compostagem, uma unidade de biomassa, o complexo de tratamento de resíduos da Resitejo, entre outras.

Daqui resulta um constante movimento de veículos pesados que, face à inexistência de melhores acessibilidades, atravessam povoações, põem em causa a segurança e saúde das populações locais, com risco acrescido para a saúde pública, argumenta o autarca.

Paulo Queimado lembra que o problema não é local, nem regional. “Estamos a resolver problemas graves do país a nível dos resíduos”, argumenta, tendo em conta que vêm de norte a sul do país.

O que o Município da Chamusca exige não é “uma nova estrada, mas sim a conclusão de um troço de via com pressupostos e impacto na coesão territorial, competitividade, inovação, sustentabilidade e ação climática”.

O autarca considera as assimetrias regionais um “fator de bloqueio ao desenvolvimento equilibrado” e defende que todos devem “contribuir para um pais mais coeso, mais inclusivo mais competitivo, incluindo e valorizando o interior”, numa lógica de “igualdade de oportunidades”.

Os dois vereadores da oposição deram também os seus contributos sobre o tema, acordando-se uma redação conjunto do texto final ao qual ainda não tivemos acesso.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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