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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Chamusca | Junta da Carregueira apresenta queixa contra homem que vandalizou campa da própria filha

Num ato de vingança irracional, um homem da Freguesia da Carregueira, concelho da Chamusca, vandalizou a campa da própria filha, conforme se pode constatar num vídeo partilhado no dia 20 de julho nas redes sociais.

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Para se vingar da rejeição de que foi alvo por parte da sua companheira, o indivíduo dirigiu-se ao cemitério velho da Carregueira e filmou-se a vandalizar a campa onde está sepultada a filha que morreu à nascença e que está sepultada no chamado “talhão dos anjinhos”.

“Quiseste brincar, não quiseste? Agora quem brinca sou eu, menina S., não te esqueças disso”, diz o homem, antes de dar início ao seu tresloucado ato. Depois de afastar os objetos que ornamentavam a campa, utiliza uma enxada para retirar e espalhar a terra.

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Termina a filmagem, sempre em tom de recado para a ex-companheira, mostrando o que acabara de fazer: “Olha a campa da tua filha, estás a vê-la? Estás a vê-la, não estás? Repara bem…”.

O vídeo partilhado nas redes sociais originou inúmeras mensagens de repúdio e revolta pela atitude do indivíduo.

Em comunicado, o Executivo da Junta de Freguesia da Carregueira “lamenta e condena os actos de vandalismo praticados” e dá conta de que foi apresentada queixa às autoridades. “Reiteramos o nosso lamento e condenação a tão hediondo ato”, lê-se na nota assinada pelo Presidente da Junta, Rui Gonçalves.

No próprio dia em que o vídeo foi divulgado, a GNR elaborou o respetivo auto de notícia e remeteu o caso para o Ministério Público, conforme confirmou ao nosso jornal a responsável pelas relações públicas do Comando Distrital, salientando que se trata de um crime público.

O crime de “profanação de cadáver ou de lugar fúnebre” está tipificado no artigo 254.º do Código Penal: “Quem profanar lugar onde repousa pessoa falecida ou monumento aí erigido em sua memória, praticando actos ofensivos do respeito devido aos mortos, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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