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Chamusca | Estudo de Tráfego reforça premência de novas acessibilidades

Mais do que uma promessa por cumprir é uma premente necessidade a construção de uma nova ponte sobre o rio Tejo e a ligação do IC3 desde Atalaia (VN Barquinha) a Almeirim. Esta foi a ideia dominante da sessão pública de apresentação do estudo de tráfego na região da Chamusca apresentado no dia 29 no Cine Teatro da vila.

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O estudo de tráfego desenvolvido pela empresa VTM confirmou o enorme volume de tráfego que circula na ponte da Chamusca, na EN 188 e noutros acessos ao Eco-Parque do Relvão.

Em média 7.300 veículos circulam por dia na EN118 passando por Almeirim, Alpiarça e Chamusca. Pela ponte Isidro dos Reis passam em média mil veículos pesados por dia, naquilo a que uma empresária do setor do turismo classificou como “tráfego insuportável”.

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Perante autarcas, empresários, dirigentes e representantes de várias entidades da região, bem como cidadãos anónimos, o representante da empresa VTM, Libano Monteiro, fez uma apresentação dos resultados do estudo de tráfego, explicando como e quando o mesmo foi feito. Elencou os constrangimentos que se verificam na região em termos de trânsito e as consequências que tem para a população, para o ambiente e para as empresas.

Um acidente registado na zona envolvente do Eco-Parque do Relvão que revela o perigo quando se transporta matérias perigosas (Foto: DR)

Uma temática que o representante da empresa 3 Drivers, António Lorena, desenvolveu. Entre as opções estudadas para melhorar as acessibilidades ao Eco-Parque do Relvão referiu a ponte de Constância que atualmente não permite o tráfego de veículos pesados.

A abertura a pesados está definida como uma das prioridades estratégicas no âmbito do PETI3+ (Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas). Tal acesso permitiria desbloquear principalmente o tráfego proveniente de fora da região, via A23 – saída Constância. O projeto está classificado como ‘last-mile’ pelo Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado e tem uma estimativa de investimento, segundo as IP, de 5 milhões de euros.

Cem milhões de euros mais cara é a construção do troço IC3 VN Barquinha – Almeirim. Pelo menos é essa a estimativa de investimento, segundo as IP (105 milhões de euros).

Mas o chamado “fecho do IC3” iria permitir o acesso direto às sedes dos concelhos de Chamusca, Alpiarça e Almeirim a partir de vários eixos considerados fundamentais, como IP6/A23, IP7/A6 e IP1/A1, conforme realçou António Lorena.

Iria funcionar como uma variante à atual EN118, que atravessa os centros urbanos dos municípios referidos. No entanto, o Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado classifica este projeto como de baixa prioridade, focando apenas no Eco-Parque.

O Presidente da Câmara da Chamusca, depois de referir alguns autarcas que estiveram na génese do Eco-Parque do Relvão, lembrou que houve um compromisso na altura de construção dos dois Cirvers (centros de recolha e tratamento de resíduos perigosos) de haver as acessibilidades necessárias para servir as atividades empresariais.

“Se formos ver os estudos de impacte ambiental das várias empresas, há uma condicionante que está lá bem explícita: o crescimento das empresas não estava em causa uma vez que estava garantida a construção de novas acessibilidades”, lembrou Paulo Queimado.

“O problema não se limita à construção de uma ponte, é a questão do IC3 que está em cima da mesa. A questão fundamental é este eixo de ligação Lezíria do Tejo – Médio Tejo – Oeste, com o chamado interior e Espanha, que será a grande alavanca para o desenvolvimento da região e para a valorização dos territórios do interior”, defendeu Paulo Queimado.

Na sua opinião o troço do IC3 que falta construir, ligando a A13, no concelho de Almeirim, à A23, nó de Vila Nova da Barquinha, com uma ponte alternativa à centenária travessia do Tejo na Chamusca, é um “eixo fundamental para o desenvolvimento não só da região mas também do país”.

Por isso o autarca defende a alteração da classificação desta obra no Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI 3+), e o reconhecimento da importância desta “ligação estratégica” no eixo rodoviário nacional.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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