Quarta-feira, Março 3, 2021
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Chamusca | Está a nascer uma comunidade energética no Eco Parque do Relvão

Integrada no projeto EPR-COLAB, desenvolvido com o apoio do Fundo Ambiental – 2018, a Comunidade Energética no Eco Parque do Relvão (CE.EPR), no concelho da Chamusca, encontra-se em fase adiantada de concretização.

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O principal objetivo do projeto é “implementar no seio do Eco Parque do Relvão uma Comunidade Energética que conduza a uma redução dos custos energéticos das empresas através do conceito de Economia Circular, conforme proposto pelo Plano Estratégico 2017-27 da AEPR”, explica a AEPR em comunicado.

Nesta fase, foram concluídas as visitas técnicas individuais às entidades a laborar no Eco Parque do Relvão com as quais se pretendeu “consolidar informação previamente recolhida, clarificar detalhes técnicos e mobilizar mais empresas a aderirem ao projeto”.

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O projeto da responsabilidade da AEPR e acompanhado pelo especialista internacional João Jesus Ferreira, “pretende analisar cada contexto empresarial e criar condições técnicas para implementar uma Comunidade Energética recorrendo à implementação de produção própria de sistemas centralizados de produção de energia térmica e de produção de energia elétrica, garantindo custos mais baixos e maior eficiência de utilização para todas as empresas instaladas”, explicam os promotores.

Para o responsável técnico do projeto, esta conceção de “nova cidade industrial” apresenta um potencial único em Portugal: projetam-se matrizes energéticas individuais e coletivas existentes e futuras, resultantes de um planeamento a médio prazo que permitirá agregar e partilhar recursos energéticos.

Esta “comunidade” parte do princípio estratégico de dar preferência a fontes energéticas endógenas. Gerida por plataformas digitais adequadas, esta “rede” autónoma, racional e eficiente, trará elevados benefícios aos seus membros/clientes, garante a AEPR.

Esta associação de empresas do Eco-Parque congratula-se pelo sucesso desta fase do projeto atestado pela forte adesão das entidades instaladas face ao potencial existente neste cluster ambiental.

Mas nem tudo são rosas e a AEPR defende que “urge transpor diretivas comunitárias para o direito nacional de modo a agilizar o enquadramento legal das sinergias” pretendidas nesta Comunidade Energética – Eco Parque do Relvão.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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