Quarta-feira, Março 3, 2021
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Chamusca | Espetáculo de recortadores cancelado gera protestos

Foi cancelado o concurso de recortadores que estava previsto para sábado na praça de toiros da Chamusca, facto que gerou protestos por parte de alguns espectadores que já tinham comprado bilhete e queriam reaver o seu dinheiro.

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Até agora, de todos os envolvidos na organização do evento, apenas o promotor Arte Lusa não veio a público prestar esclarecimentos.

A Associação Eh! Toiro, emitiu um comunicado, onde refere que “na sua boa-fé e no espírito de promoção da cultura taurina no nosso concelho, encetou esforços para dar condições de trazer para a Chamusca um espetáculo que, em anos anteriores, se realizou numa outra praça de toiros bem-conceituada da nossa região: a final do circuito nacional de recortadores de toiros”.

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Salvaguarda a associação que a participação da Eh! Toiro neste evento “era apenas de garantir a logística local para o que o mesmo se realizasse na Chamusca. (…) Toda a logística associada à realização do espetáculo, nomeadamente aos contatos com os artistas e participantes, e também à contratação de animais, ficou à responsabilidade da Arte Lusa”.

A única parte que a Associação Eh! Toiro se comprometeu a organizar era, no final, uma animação musical na cocheira da praça, que, após os factos ocorridos, os dirigentes acharam por bem cancelar “porque já não estávamos em ambiente de festa”. Apesar de tudo, a Eh! Toiro pede desculpa pelo sucedido e reforça o seu empenho “em continuar a dignificar a festa brava e a Praça de Toiros da Chamusca”, que assinala este ano o seu centenário.

Em comunicado, o município garante que nunca assumiu qualquer responsabilidade na organização do evento e que “sempre honrou os seus compromissos e sempre apoiou a tradição taurina no concelho, como parte importante do seu património cultural”. Lembra que a organização do espetáculo de recortadores na praça de touros é da responsabilidade exclusiva da Arte Lusa e da Associação Eh!Toiro.

Por fim, a Misericórdia da Chamusca, proprietária da praça, também publicou um esclarecimento no qual faz saber que é “totalmente alheia à organização do referido espetáculo”. No texto refere-se a “lamentáveis acontecimentos”. “É triste perceber que tais acontecimentos possam ter ocorrido na nossa Centenária Praça de Touros, demonstrando uma total falta de respeito pelo trabalho que tem vindo a ser feito ao longo deste último ano”, lamenta a Misericórdia.

Já havia público na arena quando se percebeu que o proprietário dos touros não permitia a entrada dos animais enquanto não fosse efetuado o respetivo pagamento. Perante o cancelamento do espetáculo, os aficionados concentraram-se junto às bilheteiras para tentar reaver o dinheiro dos bilhetes, o que nem todos conseguiram.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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