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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Chamusca | Eco Parque do Relvão: o desafio de ir além do tratamento de resíduos (c/fotos e video)

Foi “um dia muito produtivo” o Fórum Agendas Locais – Gestão de Recursos, coorganizado pelo município da Chamusca, pela Associação Eco Parque do Relvão e pela Nersant, no dia 3 de outubro, na Chamusca. O balanço foi feito por Paulo Queimado, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, que destacou o desafio de mudança de paradigma para o Eco Parque do Relvão.

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O autarca defende que é tempo do setor ambiental começar a pensar qual o caminho que pode seguir no futuro, nomeadamente mudando de um paradigma de tratamento e valorização de resíduos para um conceito de produção de energia.

Aquilo que começou em 1999 com um aterro sanitário da Resitejo é hoje um espaço industrial que reúne cerca de 20 empresas sobretudo na área do tratamento de resíduos, com perspetivas de crescimento de que é exemplo a central de biomassa a instalar ali em 2019.

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Paulo Queimado deixou uma mensagem direta ao secretário de Estado do Ambiente pedindo que “não deixe de olhar para o Eco Parque e para a Chamusca para que as questões da produção de energia através dos resíduos sejam mais valorizadas e que os empresários tenham, pelo menos, a garantia de que o Estado não atrapalha e que é um apoio”.

Sessão de encerramento do Fórum "Agendas Locais 2018 – Gestão de Recursos" no Cine-Teatro da Chamusca com intervenção do presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado

Publicado por mediotejo.net em Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

O membro do Governo, que interveio na sessão de abertura, reafirmou a importância para o País do cluster ambiental instalado no concelho da Chamusca, assim como elogiou o esforço realizado pela autarquia e pelos empresários aqui instalados para se reorganizarem e melhorarem a gestão do parque através da criação da Associação Eco Parque do Relvão, uma das conclusões emanadas da primeira edição desta iniciativa.

Carlos Martins deixou votos de que o parque possa crescer e alargar a sua abrangência e frisou o trabalho conjunto que está a ser feito pelo Ministério do Ambiente e pelo Ministério das Infraestruturas para encontrar solução no que diz respeito aos problemas das acessibilidades a este parque e ao concelho da Chamusca.

O tema das acessibilidades esteve, de resto, presente ao longo de todo o Fórum, uma vez que é considerado um dos principais constrangimentos ao crescimento do Eco Parque do Relvão.

O autarca da Chamusca aproveitou a oportunidade para reforçar a importância do prolongamento do IC3 com a construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo, um dos projetos em que aposta no Plano de Investimentos para 2030. Lembrou os atuais constrangimentos na travessia do rio Tejo, onde não se podem cruzar dois veículos pesados, e frisou a posição estratégica desta zona, onde passa a principal linha ferroviária nacional, onde existem terminais intermodais e onde as empresas do setor ambiental estão a desenvolver importantes simbioses no domínio do tratamento, valorização e gestão de resíduos.

Naquele que foi considerado um momento de reflexão a nível regional e nacional, o Fórum Agendas Locais serviu para se debater não só a melhoria das acessibilidades mas também a importância do cluster ambiental.

E para o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, o desafio principal para o EPR é que dê o salto de um espaço de tratamento de resíduos para um centro da indústria transformadora em fileiras como a agroflorestal e metalúrgica, numa lógica de criação de modelos de simbioses industriais.

Consciente das atuais dificuldades e constrangimentos, Paulo Queimado mostrou-se otimista quanto ao crescimento da economia circular e da comunidade energética centrada no EPR.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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