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Domingo, Setembro 26, 2021

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Chamusca e Golegã concluem reabilitação dos diques para evitar cheias

Estão concluídos os trabalhos de desobstrução, regularização fluvial e controlo de cheias em zonas de inundações frequentes e danos elevados, nos diques da Chamusca e Golegã. O anúncio foi feito pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, num balanço sobre a reabilitação de um total de 23 diques na região do Vale do Tejo, entre os quais seis no concelho da Chamusca e cinco no da Golegã.

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Os números revelam a dimensão desta intervenção em 23 diques situados em oito concelhos. Foram intervencionados mais de 51 km de diques, num investimento total de 3,6 milhões de euros, nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos e Santarém.

Nos diques da Chamusca foram investidos 440 mil euros numa área intervencionada de 7.719 m2. No caso da Golegã, o investimento foi três vezes superior, 1 milhão e 221 mil euros ao longo de 5.209 m2.

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Em comunicado a APA, refere que “esta intervenção teve por objetivo a melhoria das condições de adaptação às alterações climáticas, melhorando a fiabilidade das infraestruturas de defesa existentes, permitindo a redução do risco e dos impactos para pessoas e bens, associados à ocorrência de cheias e inundações”.

Os trabalhos começaram com um levantamento de estado de cada dique, com saídas técnicas de campo com técnicos da APA/ARHTO e Autarquias, com o diagnóstico das caraterísticas e patologias, levantamento fotográfico e georreferenciação dos diques, Seguiu-se a elaboração de caderno de encargos tipo, com tipificação das ações e disponibilizado às Autarquias e a elaboração de cinco contratos interadministrativos entre a APA e as autarquias para efeitos das candidaturas ao POSEUR “Intervenções estruturais de desobstrução, regularização fluvial e controlo de cheias em zonas de inundações frequentes e danos elevados”.

As empreitadas incluíram o corte e limpeza de vegetação e arbustos, no coroamento e taludes, arranque ou corte de árvores, reperfilamento e reparação do corpo de cada dique, alegramento e refechamento das juntas deterioradas, preenchimento das cavidades, através de injeção de calda de cimento e reparação das portas de água.

Os diques do Vale do Tejo são estruturas hidráulicas muito antigas, alguns dos quais construídos ou reconstruídos sobre antigos valados em terra que remontam à ocupação árabe da Península Ibérica. Em traços gerais os diques atuais, apresentam-se sob a forma de um núcleo de secção trapezoidal, constituído por terra vegetal retirada no local onde se implantam, explica a APA num comunicado.

Nas décadas mais recentes, e na sequência dos estragos provocados pelas cheias, foram, por razões económicas, nos locais dos rombos e nos novos troços melhorados, utilizados outros materiais, como o betão simples, a pedra arrumada e o asfalto.

Em alguns dos diques há mais de uma década que não eram efetuadas quaisquer tipos de intervenções.

De acordo com a informação técnica da APA, os diques “têm por função contribuir para um melhor ordenamento hidráulico do leito, margens e zonas inundáveis, defendendo os terrenos adjacentes, até certos limiares de caudal, contra as inundações e alvercamentos que a velocidade das correntes pode produzir”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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