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Chamusca | Conselho Municipal de Segurança em defesa da conclusão do IC3/A13

Na reunião do Conselho Municipal de Segurança da Chamusca realizada no dia 29 de janeiro saiu uma posição unânime em defesa do projeto de fecho do IC3/A13 com nova travessia do rio Tejo na Chamusca, conforme proposta apresentada aos conselheiros pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Queimado (PS).

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O autarca divulgou um documento com os argumentos que justificam a importância desta obra para a segurança e para o desenvolvimento do concelho e da região, documento que já antes tinha sido aprovado por unanimidade pelos municípios da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

O relatório foi também enviado ao Ministério das Infraestruturas recordando que o projeto está referido como prioritário em diversos documentos como o Plano Nacional Rodoviário 2020, pelo PETI3+ -Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 2014-2020 e pelo PROT-OVT – Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo.

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Nesta reunião, destinada a debater e partilhar informações sobre as questões relacionadas com a segurança de pessoas e bens no concelho, foram também apresentadas propostas para aplicação de novos semáforos e passadeiras para peões na Estrada Nacional 118 dentro da vila da Chamusca.

A proposta conjunta do Serviço de Proteção Civil Municipal e do Comando dos Bombeiros Voluntários da Chamusca sugere a introdução de sinalização de acalmia de trânsito, com a aplicação de báculos e colunas com semáforos tricolor com deteção de velocidade instantânea (50 km/h).

As localizações das novas passadeiras e respetivos semáforos abrangem desde a entrada sul da Vila, junto à Adega Cooperativa, até à entrada mais a norte, na proximidade de uma farmácia e de dois estabelecimentos comerciais aí existentes, mitigando assim os riscos de atropelamento dentro da localidade.

No relatório da atividade do Serviço de Proteção Civil foi ainda colocada a tónica nalguns preocupações com a travessia de veículos pesados dentro das localidades, com a ocorrência de alguns derrames e perda de carga por parte dos veículos, a destruição do pavimento e de mobiliário urbano provocado por esta circulação mais intensa e foi ainda abordada a necessidade de abate de algumas árvores que se encontram podres.

O Conselho Municipal de Segurança contou ainda com a apresentação dos relatórios da GNR, dos Bombeiros Voluntários Municipais, do Serviço de Educação, do Serviço de Ação Social e da situação económico-financeira do Município. Da parte da GNR foi referido que a criminalidade se manteve em 2018 com números idênticos a 2017, e houve uma ligeira redução do número de acidentes de viação registados, sem vítimas mortais.

Há alguma preocupação com casos registados de violência doméstica e, dando resposta a este fenómeno, o presidente da Câmara da Chamusca anunciou que o Município vai formalizar em breve um protocolo com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para a instalação de um gabinete de apoio à vítima. Até lá, a delegação de Santarém da APAV faz atendimento semanal no Centro de Inclusão Social.

O comandante do Posto Territorial da GNR da Chamusca referiu ainda que houve um aumento de mais 4 efetivos no posto, que totaliza já 21 operacionais. Este reforço permite manter a rotatividade de militares e assegurar patrulhamento durante as 24 horas.

Da parte dos Bombeiros Voluntários, o Comandante sublinhou que 2018 foi um ano calmo e que registou uma melhoria substancial ao nível de incêndios. Mencionou a ocorrência de 12 incêndios florestais, dos quais 6 foram em mato. Houve ainda a registar 5 incêndios em detritos confinados, nomeadamente, em unidades do Eco Parque do Relvão.

O presidente da Câmara referiu ainda que o processo de transferência de competências para os municípios que está em curso vai permitir encontrar novos mecanismos de promoção de segurança, que a seu tempo serão trazidos a debate no Conselho Municipal de Segurança.

 

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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