Chamusca | CIM da Lezíria preocupada com greve dos motoristas

Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT). Foto arquivo: DR

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) manifestou a sua preocupação com a greve dos motoristas de mercadorias e de matérias perigosas “sobretudo com o seu impacto no sector primário na Lezíria do Tejo, especialmente no que respeita à agricultura e agroindústria”.

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A tomada de posição foi decidida na reunião do dia 31 de julho tendo em conta que a greve, que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

Num comunicado assinado pelo Presidente do Conselho Intermunicipal, Pedro Ribeiro, lembra-se que “atualmente estamos em plena época de colheitas”, que podem ficar comprometidas com a greve. Daí o apelo ao Governo para que “considere os postos de abastecimento de combustível localizados nas zonas rurais como parte integrante da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), de forma a assegurar o abastecimento de combustível dos agricultores”.

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O último apelo é que, “para além desta rede, se considere como prioritário o abastecimento às agroindústrias”.

Da CIMLT fazem parte os Municípios de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, região onde prevalece o setor agrícola e agroindustrial.

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O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, considerou que “todos” devem estar preparados para os “transtornos” da greve dos motoristas de mercadorias, enquanto o responsável pela tutela das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, assegurou que o Governo está “a trabalhar” naquela questão e que os serviços mínimos “serão numa dimensão muito satisfatória”.

A greve do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SIMM) iniciada em 15 de abril levou à falta de combustíveis em vários postos de abastecimento em todo o país, tendo o Governo acabado por decretar uma requisição civil e convidar as partes a sentarem-se à mesa das negociações.

O SNMMP já veio dizer que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em abril, já que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

C/ agência Lusa

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