Chamusca com campanha modelo esteriliza mais de 750 animais em três anos (c/áudio)

O município da Chamusca esterilizou de forma gratuita mais de 750 animais em três anos. Foto ilustrativa: DR

Nas regiões do Médio Tejo e da Lezíria, o Município da Chamusca é o que revela melhor desempenho do que respeita à campanha de esterilização de cães e gatos, sendo aliás um dos municípios com maior número de esterilizações fora dos grandes centros urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra. Quem o diz é o vereador responsável pelo respetivo pelouro, Rui Ferreira, em entrevista ao mediotejo.net.

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Numa altura em que comemora o Dia Mundial do Animal, fomos saber a que se deve esta aposta do Município em relação aos animais e quais os resultados.

Os números falam por si. Em 2018 foram cerca de 400 os animais esterilizados, em 2019, cerca de 300, e este ano, somam-se já 50 na campanha que começou a 20 de julho e termina a 15 de novembro. Rui Ferreira explica que há tendência para o número de esterilizações aumentar até ao final da campanha.

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Em simultâneo decorre a campanha da identificação eletrónica (chip) e da vacinação antirrábica. “Desta forma, podemos fazer um controlo mais apertado destas populações de animais assilvestrados”, refere o vereador.

Esta aposta como em 2018 a aposta inicialmente mais virada para os animais das famílias mais carenciadas e para os animais assilvestrados. Em 2019 e 2020 abriu-se a campanha a toda a população.

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O processo é simples. Quem tiver cães ou gatos, basta dirigir-se ao Balcão Único de Atendimento, fazer prova de que é morador no concelho e de que os animais são da Chamusca e depois articula-se a data com o veterinário para a intervenção.

Para os animais que já estão “chipados”, a esterilização é gratuita. O valor a pagar pela identificação eletrónica e vacinação antirrábica, obrigatória por lei, está tabelado e ronda os 20 euros.

Desde 2018, todas as candidaturas que o Município da Chamusca tem apresentado à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) têm sido aprovadas. No entanto, os valores pagos pela DGAV por animal são muito inferiores ao valor real, conforme sublinha Rui Ferreira. Isso levou a autarquia a assumir o valor por inteiro, “para que a campanha fosse mais efetiva”.

Para o autarca, ao facto de o número de esterilizações estar a diminuir de ano para ano “significa que o trabalho que estamos a fazer está a ter resultados. Têm aparecido muito menos animais assilvestrados. Vamos chegar a uma altura em que o número de animais a esterilizar será residual e esse é o nosso foco e é para isso que trabalhamos”.

Até agora, muitos donos de animais evitavam a sua esterilização devido ao elevado custo das cirurgias. E, como refere o vereador, “um animal não identificado facilmente pode ser abandonado. O que se pretende também é que haja uma responsabilização dos donos, de modo a evitar o abandono dos animais”.

A campanha gratuita de esterilização de cães e gatos é uma forma de controlo da população de animais errantes e de eliminar o recurso à eutanásia.

Segundo os especialistas, a esterilização diminui o risco de cancro uterino e mamário nas fêmeas e de cancro testicular nos machos, reduz a agressividade e proporciona uma vida mais longa e saudável aos animais, ao mesmo tempo que reduz os perigos para a saúde pública.

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