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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Chamusca | Cinco concursos de obras sem concorrentes geram frustração no executivo (c/áudio)

“É a coisa que mais custa a um executivo é ter o financiamento, é ter a tesouraria, é ter tudo para as obras arrancarem e elas não arrancarem. Gostava que estivesse já tudo concluído, perfeitamente, e se estivéssemos agora a fazer umas inaugurações melhor ainda, mas não é esse o objetivo. O objetivo é que os procedimentos sejam feitos com clareza, com transparência e da melhor maneira possível”, afirmou o presidente da Câmara da Chamusca a propósito de não ter havido concorrentes em cinco concursos lançados este ano pela autarquia.

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Paulo Queimado (PS), que falava no período de antes da ordem do dia na reunião de Câmara do dia 13, não escondeu a frustração de ter tudo preparado e não surgirem empresas interessadas nas obras.

“Temos projetos, temos financiamentos, temos concursos. Não é por vontade deste executivo que as coisas não andam. As coisas andam, não andam é a velocidade que a gente queria”, lamentou o autarca em resposta a uma questão da vereadora Gisela Matias (CDU).

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Os quatro projetos de regeneração urbana na vila ficaram por concretizar uma vez que os quatro concursos, num investimento a rondar os 4 milhões de euros, ficaram desertos.

Também o concurso de construção do arquivo histórico e municipal, no valor de 1 milhão e 900 mil euros, não registou empresas interessadas.

Paulo Queimado explica que o problema reside no valor base definido que é baixo tendo em conta o recente aumento do preço e escassez dos materiais. Dá o exemplo do preço do ferro que, “nos últimos dois meses, aumentou 30 por cento”. Acrescenta que nem sequer tijolo há para entrega aos construtores.

Mas nem tudo é mau. O concurso para requalificação da Escola Secundária da Chamusca, que tem como preço base 4.443.658.20 euros + IVA, registou quatro concorrentes. O processo está agora em fase de audiência prévia dos concorrentes.

Outra boa notícia avançada por Paulo Queimado é que no concurso para a construção do novo Centro de Saúde também houve um concorrente já vencedor. O processo está neste momento em fase de cabimentação para seguir para o Tribunal de Contas e posterior adjudicação. “Parece que é desta vez que o concurso vai para a frente”, congratulou-se o autarca.

“Nem com sorte, provavelmente conseguimos que até ao final do mandato se inicie pelo menos uma obra. Temos as obras todas paradas”, criticou a vereadora Gisela Matias (CDU).

O presidente da Câmara argumentou que as obras começam na fase do projeto, “a parte física das obras é que ainda não arrancou”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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