Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Agosto 1, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Chamusca | Carta Arqueológica “conta a história” do concelho do Paleolítico à Idade Moderna (c/ áudio)

“O concelho da Chamusca tem uma história que temos de contar”, começou por dizer o Presidente da Câmara na apresentação da Carta Arqueológica realizada no dia 19 de junho, no Cineteatro. Paulo Queimado foi o primeiro orador na sessão de apresentação de uma obra que, ao longo de 274 páginas, retrata a evolução do concelho, desde o Paleolítico até à Idade Moderna.

- Publicidade -

Para o coordenador da obra, Fernando Coimbra, esta Carta Arqueológica “é um marco” na investigação do património histórico e arqueológico da Chamusca. “Não há nada que se compare a este volume em termos de publicações. É o primeiro mas um grande passo rumo a novas iniciativas de desenvolvimento cultural”.

O autarca concordou e reforçou a ideia de que a Carta Arqueológica “é um documento vivo que há de crescer naturalmente” com os trabalhos que vão sendo desenvolvidos pelas equipas de arqueologia.

- Publicidade -

Apresentação da Carta Arqueológica da Chamusca. Créditos: mediotejo.net

“Temos ainda um longo caminho para percorrer. O que já fizemos é uma ínfima parte do que está por fazer”, acrescentou Paulo Queimado, referindo a existência de muita informação dispersa, bem como artefactos, alguns na posse de privados. Por isso, considerou ser aquele “um trabalho para continuar”, porque “está ainda agora a começar”.

O Presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para informar que o projeto do arquivo histórico tem também o objetivo de concentrar o espólio arqueológico do concelho num único espaço onde os investigadores possam estudar as peças e consultar bibliografia, ao mesmo tempo que reconhece que a atual reserva arqueológica é improvisada.

ÁUDIO | Paulo Queimado, Presidente da CM Chamusca

Uma preocupação para Paulo Queimado é a necessidade de preservação dos pontos arqueológicos do concelho que, com o trabalho de prospeção iniciado em 2016, aumentou de forma exponencial. Até então estavam identificados 14 sítios arqueológicos e nesta altura estão contabilizados 94 locais.

Com a divulgação pública destes locais, torna-se necessário reforçar a sua preservação para que não sejam objeto de vandalismo ou alvo dos caçadores de tesouros.

Outro aspeto salientado pelo edil da Chamusca tem a ver com a “importância extrema” que tem a obra também para a revisão do PDM, com vista à salvaguarda dos sítios arqueológicos.

O Centro Português de Geo-História e Pré-História foi a entidade responsável pela elaboração da Carta Arqueológica. Silvério Figueiredo, o seu Presidente, explicou os objetivos da entidade e do envolvimento do Instituto Politécnico de Tomar, onde é docente, na obra. Deixou um apelo para a necessidade de serem criadas reservas arqueológicas de forma a proteger esse património.

Fernando Coimbra, coordenador da obra e Vice-Presidente do Centro, começou por passar em revista as várias etapas do trabalho realizado desde 2016 e os eventos organizados para divulgação dos resultados preliminares, que culminam com a publicação da Carta Arqueológica, “um magnifico livro”, profusamente ilustrado com fotografias a cores e de fácil leitura.

Ao longo da sua intervenção foi projetando no ecrã imagens de alguns objetos arqueológicos como seja um biface, peças de cerâmica, um mosaico romano ou uma cabeceira de sepultura com um pentagrama esculpido que pode ser apreciada na igreja de Santa Maria de Ulme, onde existe um núcleo museológico com várias estelas funerárias.

A Carta Arqueológica da Chamusca foi editada em livro, à venda por 37,5 euros em vários locais do concelho. Créditos: mediotejo.net

Do valioso espólio arqueológico da Chamusca fazem parte também um machado polido do neolítico, datado de há 6 mil anos, gravuras rupestres, uma placa de xisto que é um amuleto encontrado em Vale de Cavalos ou uma moeda romana do séc. II AC encontrada em Ulme naquele que terá sido o tesouro do Pinhão.

Fernando Coimbra destacou estas e outras peças, considerando haver ainda muito que fazer, por exemplo através de novas prospeções. Propôs a continuação do trabalho de divulgação do património por exemplo através de um ciclo de conferências e de exposições.

A “Carta Arqueológica da Chamusca – do Paleolítico à Idade Moderna” está à venda por 37,5 euros em vários locais do concelho, na Biblioteca e nas Juntas de Freguesia.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome