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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Chamusca | Camião derrama lamas e deixa população da Carregueira revoltada (c/ áudio)

“Hoje foram lamas de ETAR, mas amanhã podem ser resíduos perigosos que irão colocar em risco a segurança da população”, alerta o autarca da Chamusca, reivindicando uma vez mais ao Governo que resolva o problema dos acessos ao parque do Relvão.

Uma viatura pesada que transportava lamas do Eco-Parque do Relvão, no concelho da Chamusca, derramou uma grande quantidade de carga na EN118, em pleno centro da povoação da Carregueira. O incidente aconteceu na quarta-feira, 11 de agosto, e deixou os moradores revoltados devido ao “cheiro insuportável” que se espalhou pela localidade, conforme denunciou ao nosso jornal uma moradora que não se quis identificar.

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Os resíduos em causa eram lamas de ETAR, que, não sendo perigosas, emanam um cheiro nauseabundo. “Insuportável… Vergonhoso… Sem palavras”, criticou a referida moradora que nos enviou na noite de ontem fotografias da ocorrência.

Segundo o Presidente da Junta da Carregueira, o derramamento das lamas deveu-se a uma travagem brusca do camião, garantindo ao mediotejo.net que a situação estava “totalmente controlada”.

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Um acidente com um camião de transporte de resíduos de uma ETAR deixou um rasto de lamas nauseabundas nas ruas da Carregueira. Fotos: DR

No local, além dos Presidentes da Câmara e da Junta, estiveram a GNR e os serviços municipais de proteção civil, que procederam à limpeza e desinfeção da estrada.

Este é mais um incidente a juntar a outros que se têm registado nos últimos anos nas estradas de acesso ao Eco-parque do Relvão, seja pela EN118, que atravessa o centro de várias localidades, seja pelas estreitas estradas do Semideiro, Ulme e Chouto, por exemplo. Problemas que têm servido de argumento aos autarcas da Câmara e da Junta para exigirem novos acessos e a construção do que falta ao IC3 para ligar Vila Nova da Barquinha a Almeirim.

Cerca de mil camiões atravessam diariamente a ponte da Chamusca, com destino à Resitejo e ao Eco Parque do Relvão, deixando para trás um cheiro nauseabundo e o receio de que, um dia, possa haver um acidente mais grave, com resíduos tóxicos.

Acidente no centro da Carregueira, na Chamusca, com um camião carregado de lamas de ETAR. Créditos: Nuno J. Ribeiro

“Já deviam ter feito a rede de acessos, por fora das localidades, ao que parecia prevista em projeto, até antes de se instalarem as empresas, com ligação dos ICs… Até lá é vergonhoso o que acontece diariamente. Toda a gente vê e ninguém consegue fazer nada. Há um cansaço da população, mas abafado sempre pelas diversas circunstâncias…”, denuncia a moradora, que sublinha o “patamar muito elevado de interesses sócios-económicos e políticos” que rodeia este problema.

ÁUDIO | O mediotejo.net falou com o Presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, que esteva no local do derrame

 

“Precisamos cada vez mais que haja uma atenção especial à circulação de trânsito no concelho da Chamusca porque situações como estas são insustentáveis”, diz o autarca da Chamusca em jeito de recado ao Governo, naquilo que tem sido uma reivindicação de vários anos: a criação de novas acessibilidades ao Eco-Parque do Relvão.

Paulo Queimado reconhece que “o transporte em grandes quantidades de resíduos, sejam eles perigosos ou não, provoca grandes constrangimentos na nossa população”.

Um acidente com um camião de transporte de resíduos de uma ETAR deixou um rasto de lamas nauseabundas nas ruas da Carregueira. Créditos: Nuno J. Ribeiro

Por isso, mais uma vez lança um apelo ao Governo para que seja resolvida, de uma vez por todas, a questão do IC3 e o problema do transporte de resíduos no território da Chamusca.

“Hoje foram lamas de ETAR, mas amanhã podem ser resíduos perigosos que irão colocar em risco a segurança da população”, alerta o autarca, para quem “a questão das acessibilidades é importantíssima”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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