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Domingo, Novembro 28, 2021

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Chamusca | Câmara declara interesse público a projeto de 40 milhões em Ulme

Um investimento na ordem dos 40 milhões de euros, que contempla uma unidade industrial de engarrafamento de água natural de Nascente e um empreendimento turístico a criar na Herdade Casal Água da Prata, perto de Pocariça, na freguesia de Ulme, mereceu por parte da Câmara da Chamusca a declaração de reconhecimento de interesse público.

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O processo foi analisado na reunião de executivo do dia 2 de novembro, com o presidente da Câmara a apresentar uma proposta naquele sentido e que o investimento seja enquadrado na revisão do PDM – Plano Diretor Municipal.

Paulo Queimado (PS) explicou que o processo já é antigo. Já houve vários pedidos para instalação de uma unidade de extração e engarrafamento de água na localidade de Água da Prata, tendo a Câmara já se pronunciado em 2008 e em 2010.

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Nesta fase, o investidor francês, cuja identidade não foi revelada na reunião, “quer avançar rapidamente com o projeto”, segundo adiantou o presidente da Câmara.

A Herdade Casal Água da Prata é uma propriedade com cerca de 250 hectares, possui dois furos hertzianos de água denominada de nascente, com características de hipo-salina e silicatada e quantidades disponíveis para o projeto industrial de engarrafamento de água natural de Nascente e empreendimento turístico, segundo os investidores.

Em relação ao projeto industrial, envolve um investimento até 40 milhões de euros a ser realizado ao longo de um período de 1 a 4 anos, atingindo uma capacidade instalada total de produção máxima de até 1.230 milhões de garrafas num período estimado entre 2027/2028, em função da cota de mercado atingida, que a empresa se propõe a comercializar visando o mercado externo e interno.

Para esta capacidade máxima de produção, está previsto uma área de implantação máxima até 6,5 ha para a unidade industrial (fábrica e armazém, zonas exteriores e acessos) e 3,5 ha de área máxima, para implantação do terminal de contentores para a referida exportação.

Quanto à unidade hoteleira a implantar numa área aproximada de três hectares, será tipo estalagem, com 25 a 30 quartos, com piscinas interior e exterior e SPA.

A primeira fase do projeto consiste na montagem da fábrica e instalação de duas linhas de engarrafamento, com uma capacidade total de produção de 600 milhões de garrafas.

No segundo ou terceiro ano, está prevista, uma terceira linha mista de produção de garrafas, acrescentando mais 235 milhões à capacidade instalada.

No quarto ano, está previsto investir-se numa quarta linha de produção.

Um dos aspetos questionados quer pelos eleitos da maioria (PS), quer pelos da oposição (CDU e PSD-CDS) tem a ver com o problema das acessibilidades. Naquela zona da freguesia de Ulme já existe outra unidade de extração e engarrafamento de água (S. Martinho) e algumas suiniculturas.

O investimento em perspetiva vai criar mais pressão no que respeita às acessibilidades e isto numa altura em que a Câmara contraiu um empréstimo superior a 1 milhão de euros para requalificação da estrada do Pereiro que dá acesso àquelas unidades industriais.

Estas reservas quanto às acessibilidades foram partilhadas por todos os elementos do Executivo, mas a maioria considerou que o investimento era importante para o desenvolvimento do Concelho. Apenas a vereadora da CDU, Gisela Matias, se absteve na votação, tendo os restantes elementos do executivo votado a favor.

O presidente da Câmara revelou que pediu uma audiência ao Ministro das Infraestruturas para abordar a questão das acessibilidades no concelho.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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