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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Chamusca | Câmara compra imóvel para instalar arquivo histórico e municipal

A Câmara Municipal da Chamusca aprovou, na reunião do dia 18 de junho, adquirir um imóvel na Rua Direita de São Pedro para aí instalar o seu arquivo histórico e municipal. A decisão não foi pacífica e suscitou algumas dúvidas por parte dos vereadores da oposição, que acabaram por votar contra, obrigando o Presidente da Câmara a usar o voto de qualidade.

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O edifício é propriedade da família do Vereador Manuel Romão (PS) que, por coincidência, estava a participar na reunião em substituição do Vereador Rui Ferreira. Devido a esses laços familiares, o novo Vereador não pôde participar na votação pelo que o Presidente da Câmara teve de usar o voto de qualidade, tendo em conta o empate (2 PS, 2 oposição – CDU e PSD/CDS-PP/MPT).

“A questão do nosso arquivo histórico e municipal precisa de ser resolvida com muita urgência”, justificou o Presidente da Câmara. Paulo Queimado explicou que vários cidadãos querem doar os seus espólios à Câmara e neste momento não se dispõe de um espaço em condições para fazer o tratamento, a inventariação e o arquivo. “Atualmente o arquivo municipal está espalhado em quatro ou cinco edifícios diferentes”, referiu o autarca.

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Além disso, o espólio arqueológico da Autarquia está encaixotado numa arrecadação, a que se junta o espólio de pintura doado à Câmara pelo pintor Appio Cláudio, a precisar de tratamento e acondicionamento.

A proximidade do imóvel a adquirir ao edifício dos Paços do Concelho, bem como o facto de integrar o projeto de regeneração urbana em curso foram outros argumentos apresentados pelo Presidente da Câmara.

A Vereadora da CDU, Gisela Matias, considerou “descabido neste momento estar a fazer a aquisição de um edifício quando existem edifícios da Câmara na envolvência que poderão ser adequados para o efeito”, tendo apresentado vários exemplos. Mas o Presidente e a Vice-Presidente Cláudia Moreira responderam que os edifícios apontados estão ocupados e têm atividades a decorrer no seu interior.

Ao voto contra da eleita da CDU juntou-se o do Vereador Rui Rufino (PSD/CDS-PP/MPT) que criticou o facto de não ter sido apresentado um pré-projeto do que está previsto para o edifício e que garanta reunir condições para aquele fim.

O imóvel, que confina com outra propriedade adquirida pela Câmara, vai ser comprado por 80 mil euros.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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