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Chamusca | Câmara aprova demolição dos fornos de carvão do Arripiado

A Câmara Municipal da Chamusca iniciou o processo com vista à demolição dos fornos de carvão do Arripiado. Na reunião do Executivo do dia 21, a maioria PS aprovou a proposta do Presidente Paulo Queimado, no sentido de se avançar com a demolição dos fornos, dando-se 30 dias ao empresário para se pronunciar em audiência prévia.

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A proximidade do perímetro urbano e do rio, a juntar a “sucessivas denúncias” de particulares que levaram à atuação do SEPNA devido aos problemas dos maus cheiros e dos fumos, fizeram com que Câmara tivesse de “repor a legalidade urbanística”.

Segundo o Presidente, a empresa em causa é considerada tipo 3 e só pode funcionar em espaços industriais. Nesse sentido, Paulo Queimado encetou conversações com o empresário sugerindo a deslocalização da fábrica para um lote disponível no Eco-Parque do Relvão, sugestão que não foi aceite.

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“Ultrapassados todos os mecanismos possíveis de legalização” e depois de serem apresentadas “várias propostas”, a Câmara avança para o processo de demolição e reposição do terreno.

“Penso que isso não vai acontecer, não acredito, estou esperançoso que haja bom senso, vamos ver”, afirma o empresário Nuno Miguel Barroso em declarações ao mediotejo.net

A sua fábrica de carvão já funciona no local há quase duas décadas, tendo para isso obtido “autorização por escrito” do Presidente da Câmara à época, Sérgio Carrinho, garante o empresário.

Nuno Miguel Barroso acusa a Câmara de não ter cumprido os prazos quando, há poucos anos, tentou o processo de regularização extraordinária da atividade.

A Vereadora Gisela Matias (CDU) votou contra a decisão da Câmara questionando se não poderia haver outro tipo de solução e mostrando-se preocupada com os postos de trabalho em causa.

O Vereador Rui Miguel Rufino (PSD/CDS/MPT) não participou na reunião por motivo de férias.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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