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Sábado, Outubro 23, 2021

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Chamusca | Biblioteca Municipal: 30 anos a promover a cultura

A inauguração do conjunto constituído por azulejos e escultura da autoria do Mestre Martins Correia, uma sessão de poesia e canto dos poetas chamusquenses e uma conferência pelo escritor José Saramago foram os eventos que marcaram a inauguração da Biblioteca Municipal da Chamusca há 30 anos.

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Nessa altura, a biblioteca encontrava-se instalada num edifício pré-fabricado (antiga dependência da Caixa Geral de Depósitos), junto ao Chafariz de S. Pedro, onde funcionou de 30 de julho de 1988 a 14 de maio de 2010.

A mudança de instalações dá-se em 2010 quando é inaugurada a nova Biblioteca Municipal da Chamusca “Ruy Gomes da Silva”, um edifício novo, construído para o efeito e localizado no centro da vila, com serviços e espaços completamente renovados. Ruy Gomes da Silva foi uma figura emblemática do séc. XVI e fundador das Vilas da Chamusca e Ulme.

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Segundo a autarquia, “o novo equipamento correspondia à necessidade sentida pela população e era de fundamental importância para o incremento dos hábitos de leitura”.

Há 30 anos, a Biblioteca Municipal da Chamusca foi a primeira a integrar a Rede Nacional da Bibliotecas Públicas. Fazem parte do seu fundo bibliográfico cerca de 5 mil volumes.

Para assinalar o 30° aniversário, durante o mês de julho, diariamente, foram publicadas no site da Biblioteca várias imagens “cujo objetivo primordial era reviver acontecimentos, vivências e experiências, contadas na primeira pessoa” numa verdadeira viagem no tempo até à década de oitenta.

Tempos de mudança

Dora César é a diretora da Biblioteca há cerca de 10 anos. Reconhece que “os novos tempos exigem uma adaptação do espaço” tendo em conta que “as tecnologias de informação vieram para ficar”.

Esta mudança vai passar pela redução do espólio documental – por exemplo enciclopédias que ocupam muitos metros de prateleiras e que praticamente não têm uso – e criação de espaços de co-working para trabalhos de grupo. O objetivo passa por “tentar direcionar a leitura” criando espaços informais de leitura, de lazer, com mais conforto.

Apesar do crescimento da Internet, a Biblioteca da Chamusca continua a registar uma assinalável procura no empréstimo de filmes em DVD e de CDs.

Quanto a livros, a área de adultos conta com 8 a 9 mil títulos, um fundo que se procura manter sempre atualizado. O mesmo acontece na área infantil com renovação periódica dos títulos.

Um serviço que mantêm com orgulho é a biblioteca itinerante, na qual se procura sempre renovar a oferta de títulos pelas freguesias do Concelho. É aliás na Chamusca que se realiza anualmente o encontro de bibliotecas itinerantes. A 3ª edição está agendada para outubro.

No Espaço Multimédia, existem cinco computadores disponíveis onde os mais jovens podem ver e ouvir CDs e DVDs. Para outro tipo de público, existe o habitual escaparate de jornais e revistas em papel.

O Espaço Bebéteca é indicado para os avós e pais trazerem os seus netos e filhos e partilharem um filme, um jogo ou outras atividades.

Através de um protocolo com o Centro de Saúde, funcionam na Biblioteca sessões de preparação para o parto que servem em simultâneo como ação de sensibilização para a leitura.

Conforme nos explica a diretora Dora César, mais do que um espaço com livros, procura-se dinamizar a Biblioteca com pelo menos duas atividades por mês, seja apresentações de livros, inauguração de exposições ou horas do conto.

Uma Biblioteca que “começou do nada”

Há mais de 30 anos, foi António Matias Coelho que, como assessor cultural da Câmara Municipal da Chamusca, que iniciou o processo de criação da Biblioteca. Nessa altura não havia qualquer biblioteca no concelho, nem municipal nem escolar, e muito menos livrarias. “Era um problema encontrar material para os alunos trabalharem”, recorda o professor.

E assim se começou, “do nada” a Biblioteca que teve como primeiras instalações um edifício prefabricado onde funcionou a Caixa Geral de Depósitos. Com a colaboração de mais três pessoas, foi elaborada uma lista de obras a adquirir num total de 5 mil livros.

António Matias Coelho esteve à frente da Biblioteca até 1996, altura em que passou a assumir funções António Maurício, técnico de BAD – Biblioteca, Arquivo e Documentação.

O professor recorda que havia a preocupação de tornar a Biblioteca mais do que um sítio com livros. Era necessário chamar a atenção do novo espaço cultural, dinamizá-lo para que tivesse vida, que fosse ponto de encontro e foco de animação e de cultura.
O padrinho da Biblioteca Municipal da Chamusca foi José Saramago “muito antes de ser Prémio Nobel (só o ganhou em 1998), apenas por ser nosso vizinho (de Azinhaga) e, a nosso ver, um grande escritor”, lembra Matias Coelho para quem ter organizado e dirigido, nos seus primeiros anos, a Biblioteca foi um dos orgulhos da sua vida.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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