Chamusca | BE preocupado com deposição de resíduos perigosos no Eco-Parque do Relvão

Três deputados do Bloco de Esquerda subscreveram uma pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática sobre a recolha, tratamento e deposição dos resíduos perigosos provenientes das antigas minas de carvão de São Pedro da Cova, Gondomar, e que terão como destino o centro da empresa Ecodeal, situado no Eco-Parque do Relvão, Chamusca.

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Aquela força política defende que “o Governo deve garantir o devido acompanhamento das operações de remoção, transporte, tratamento e deposição destes resíduos perigosos por forma a que não seja colocado em risco o ambiente e a saúde da população da Carregueira”, freguesia onde se localiza o Eco-Parque.

Para os bloquistas “o Governo deve ainda clarificar se os resíduos já depositados no aterro da empresa Ecodeal constituem perigo para a saúde pública e para o ambiente”.

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Em outubro deste ano começaram a ser retiradas 125 mil toneladas de resíduos perigosos das antigas minas de carvão de São Pedro da Cova, em Gondomar, naquela que é a segunda fase da remoção “de poeiras contaminadas com metais pesados depositados ilegalmente nas escombreiras daquelas minas pela Siderurgia Nacional da Maia, em 2001 e 2002”, “um dos maiores crimes ambientais de que há memória em Portugal”, denuncia do BE.

Na primeira fase de remoção, decorrida entre 2014 e 2015, foram retiradas 105 mil toneladas de resíduos perigosos do local pela empresa Ecodeal que os depositou no aterro da Chamusca. Os deputados do BE referem que esses resíduos não foram sujeitos a tratamento prévio que lhes diminuísse a perigosidade.

Para a segunda fase da remoção de resíduos das minas de São Pedro da Cova, a empresa Ecodeal voltou a ganhar o concurso, no valor de cerca de 11 milhões de euros.

Preocupados com a situação e com base nas “falhas e incumprimentos na primeira fase de recolha e tratamento de resíduos”, os deputados do BE questionaram o ministro do Ambiente e da Ação Climática se “os resíduos serão tratados de modo adequado pela empresa adjudicatária” e quais os processos de tratamento.

Perguntam ainda como vai ser feito o armazenamento, manutenção e estabilidade futura destes resíduos perigosos e qual a perigosidade, para o ambiente e para a saúde pública, dos que foram depositados em 2014 e 2015.

“Existem riscos para o ambiente e para a saúde pública decorrentes do transporte dos resíduos perigosos desde São Pedro da Cova até à Carregueira? Em caso afirmativo, quais são esses riscos? Como serão esses riscos mitigados? Que medidas vai o Governo adotar para impedir que no futuro sejam depositados resíduos perigosos em aterros sem tratamento adequado?” são outras questões que o BE quer ver esclarecidas.

O documento é assinado pelos deputados Fabíola Cardoso, Nelson Peralta e Maria Manuel Rola.

 

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.
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