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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Chamusca | Aficionados mais unidos defendem que “Tauromaquia está viva e bem viva”

A defesa da tauromaquia e a crítica aos que a tentam extinguir foram as tónicas dominantes do colóquio “Toiros em Portugal: Presente e Desafios de Futuro” realizado no dia 1 e que reuniu cerca de 80 aficionados no Edifício de S. Francisco na Chamusca.

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A iniciativa da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal reuniu um painel de cinco oradores: Paulo Queimado, Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Luís Capucha, Presidente da Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, Nuno Pardal, Presidente da Associação dos Toureiros de Portugal, Hélder Milheiro, Secretário-geral da Prótoiro e Nuno Castelão, Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca.

Após dar as boas vindas aos participantes, o Presidente da Câmara Municipal da Chamusca disse não ter dúvidas de que “a tauromaquia é uma questão cultural”. Paulo Queimado lembrou que o seu Município pertence à Secção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses .

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Sendo um concelho “no coração do Ribatejo” a afición está na massa do sangue das populações locais. Conta Paulo Queimado que vê os miúdos nas escolas durante o recreio a brincar às touradas.

O Autarca disse estar contra a transferência de competência deste setor para as Autarquias, sendo um tema que o preocupa. “Se deve ou não deve haver atividade taurina isso não deve ser da conta dos Municípios”, defende.

Realçou o papel que as Câmaras e as Misericórdias tiveram nas recentes decisões tomadas relacionadas com a tauromaquia. Mais à frente, noutra intervenção, realçou toda a economia que gira à volta da festa brava.

Nuno Pardal, Presidente da Associação dos Toureiros de Portugal, começou por recordar a recente batalha travada “contra a discriminação e contra a intolerância”.

Num painel de oradores, dois dos quais participaram no programa “Prós e Contras sobre o tema na RTP, disse que a tauromaquia funciona “como um saco de boxe onde todos querem bater” mas que isso faz unir ainda mais os aficionados “Estamos mais unidos do que nunca e essa união é cada vez mais essencial. A Tauromaquia está viva e bem viva”.

Nuno Pardal lembrou que não foi só a questão do IVA (6%) que esteve em debate. Também a luta pela manutenção dos subsídios às vacas de lide e a isenção do IVA para toureiros foram “batalhas ganhas”, seguindo-se outras como a tentativa de introdução do velcro nos toiros durante as corridas.

 

Petição pela demissão da Ministra da Cultura

Para Hélder Milheiro, Secretário-geral da Prótoiro, a recente polémica sobre a tauromaquia foi “o mais confronto depois de Barrancos”, vila alentejana onde há a tradição dos toiros de morte.

Na sua opinião, agora o ataque tinha “uma lógica discriminatória”, que foi “espicaçada” pela afirmação da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, segunda a qual as touradas “são uma questão civilizacional”, declaração vista pelos aficionados omo uma manifestação de intolerância. Em resposta, a sua organização lançou uma petição pela demissão da Ministra da Cultura que já tem quase 10 mil assinaturas.

Hélder Milheiro realça o facto de ter havido uma cisão no PS em que a maioria dos deputados votou contra a indicação do governo. “Era difícil ter corrido melhor”, afirma referindo-se à vitória nesta “batalha em defesa da dignidade da tauromaquia”.

Depois de recordar que a tauromaquia “é uma prática cultural e tem enquadramento legal”, afirmou ser este “o início de uma grande batalha. Esperamos novos ataques nos próximos anos”.

Mais à frente voltou a intervir para elogiar a coragem e frontalidade do Presidente da Câmara da Chamusca ao assumir a sua defesa da tauromaquia.

O Presidente da Câmara (ao centro) foi elogiado pela sua defesa da festa brava. Foto: mediotejo.net

Hélder Milheiro falou ainda do cartão aficionado lançado pela sua organização, a Prótoiro, e realçou a importância de dar ao setor da tauromaquia uma visão mais inovadora e moderna.

Luís Capucha, Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, realçou os valores da amizade, da coragem e da união que a tauromaquia transporta.

“Defender a tauromaquia é hoje defender a democracia e a liberdade contra o fanatismo animalista, o oportunismo político e o totalitarismo do pensamento cultural único”, defende.

Na sua opinião, “a tauromaquia faz parte da identidade do nosso país, integrando um universo simbólico e festivo diversificado de que é feita a cultura portuguesa.” Por isso entende que “querer pôr fim, por decreto, à tauromaquia, nas suas diversas modalidades, releva de uma atitude totalitária e intolerante, contrária à democracia cultural e ao espírito e letra da Constituição”.

Luís Capucha disse acreditar que o público das corridas vá continuar a aumentar, tal como já aconteceu este ano. Propôs que se aproveitasse a baixa do IVA (6%) para que a verba remanescente fosse aplicada na defesa e promoção da festa brava.

Na recente assembleia geral da Prótoiro foi aprovado avançar-se com a proposta de classificação da tauromaquia como património cultural imaterial de Portugal. Para tal os dirigentes apelam à recolha de fotos, filmes, textos e testemunhos.

O último a intervir foi Nuno Castelão, Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca, que se manifestou “contra os totalitarismo e a imposição de gostos pessoais por parte de alguns políticos”, apelou a uma “defesa urgente da tauromaquia” que implica “uma organização de esforços e comunhão de interesses”.

O colóquio reuniu dezenas de aficionados. Foto: mediotejo.net

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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