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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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CGTP defende “concentração” das empresas segmentadas em torno da CP

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu na sexta-feira a concentração de todas as empresas segmentadas em torno da CP – Comboios de Portugal numa única empresa gerida pelo Estado.

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“Acabem com a segmentação das empresas que estão na holding da CP, constituam, tal como já tivemos, uma única CP com as suas diversas componentes”, afirmou, em declarações aos jornalistas, na estação ferroviária de Portalegre, à margem de uma concentração de trabalhadores do setor em defesa da ferrovia no Alto Alentejo.

Revelando que a questão já foi discutida, numa reunião realizada esta semana, com o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Arménio Carlos assegurou que, caso seja dado este passo, o país pode contar com o “empenhamento” dos trabalhadores, deixando também um “apelo” aos portugueses para “apoiarem” a medida.

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O secretário-geral da CGTP defendeu, ainda, que empresas como a CP devem ser dirigidas por “pessoas competentes”, nomeadamente “técnicos à altura”, para desenvolverem um plano estratégico para a ferrovia.

Na ação em Portalegre, promovida pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) e que contou com o apoio de outras estruturas sindicais de Portugal e Espanha, Arménio Carlos congratulou-se com a reativação da Linha do Leste, defendendo a reabertura do antigo traçado (Elvas-Entroncamento).

Em sessão plenária de quinta-feira na Assembleia da República, foi aprovado, por unanimidade, um projeto de resolução de “Os Verdes” que recomenda ao Governo que proceda à reposição do serviço público de transporte de passageiros, na Linha do Leste, em todo o seu percurso.

“É um passo muito importante, porque corrige um erro tremendo que foi assumido há dois anos. Em segundo lugar é um passo importante, porque abre esperança desta linha poder vir a ter uma vida e funcionamento normal e, em terceiro lugar, poderá abrir espaço para combater a desertificação e as assimetrias”, disse.

O regresso dos comboios de passageiros à Linha do Leste ocorreu a 25 de setembro de 2015, na sequência de um protocolo assinado entre a CP, os municípios de Portalegre, Alter do Chão e Ponte de Sor, Infraestruturas de Portugal e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

O protocolo prevê que o serviço Portalegre – Entroncamento, com ligações a Lisboa, Porto e Coimbra, esteja ativo por um período de seis meses (até final do mês de março), às sextas-feiras e domingos, sendo depois feita uma avaliação pelas várias entidades envolvidas.

Contactada pela Lusa esta semana, fonte da CP indicou que em outubro a média de passageiros por comboio situou-se nos 35 passageiros, correspondendo a uma taxa de utilização de 26,6 por cento.

Em novembro a média situou-se nos 28 passageiros por comboio, correspondendo a 20,9 por cento, ao passo que em dezembro a média foi de 17 passageiros por comboio, correspondendo a 13,3 por cento.

Ao ser reposto o serviço ferroviário, que tinha sido suprimido em 2011, foi devolvida às populações da zona de Portalegre, sobretudo aos estudantes do Politécnico e aos militares do Centro de Formação da GNR, mais uma alternativa em termos de transportes.

A linha ferroviária do Leste, entre Entroncamento e Elvas, encerrou o serviço de passageiros em janeiro de 2011, na sequência do Plano Estratégico de Transportes (PET).

Na altura, a CP alegou que viajavam por ano 28 mil pessoas neste eixo e que registava um prejuízo anual de 1,2 milhões de euros.

 

Agência de Notícias de Portugal

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