Centro de Integração de Abrantes instaura processos disciplinares a vários funcionários

Vários funcionários do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) foram alvo de processo disciplinar depois dos resultados de um inquérito prévio pedido pela direção da instituição que aponta para irregularidades administrativas e financeiras.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente da direção do CRIA, Nelson de Carvalho, disse que “as alegadas irregularidades detetadas, assentes em fortes indícios, e as enunciadas num Relatório do Conselho Fiscal de 2015” motivaram a instauração de inquéritos que, em conjunto com outras causas, levaram a uma restruturação orgânica da instituição, ainda em meados daquele ano.

Gerou-se um “processo de averiguações que em janeiro teve um novo andamento, com a deliberação de abertura de processos disciplinares a diferentes trabalhadores” do CRIA, que tem mais de 260 associados, 93 funcionários e presta serviço a centenas de pessoas com deficiência na região do Médico Tejo e em concelhos limítrofes, com um orçamento anual de 1,5 milhões de euros.

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“A direção determinou já em janeiro a instauração de processos disciplinares que resultaram do trabalho de apuramento dos factos em sede de inquérito prévio, encontrando-se esses processos a correr os seus termos legais”, disse o presidente do CRIA.

As sanções poderão ir de uma simples advertência verbal até ao despedimento por justa causa.

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Na base do processo estão indícios de irregularidades em “atos de gestão e consumos em não conformidade, incongruências em prestações remuneratórias e pagamento de despesas, entre outras situações de duvidosa legalidade”.

Além da instauração de inquéritos, uma auditoria sugerida pelo conselho fiscal e pedida pela direção “apurou práticas administrativas e/ou financeiras em não conformidade e traduziu-se ainda num conjunto de sugestões de medidas corretivas”.

O relatório “foi entregue aos serviços da Segurança Social por solicitação desta, bem como enviado ao instrutor do processo de inquérito”, frisou o responsável do CRIA.

“A direção não tem competências técnicas próprias de investigação, avaliação e julgamento, pelo que entendeu necessário mandar proceder a averiguações, que estão em curso, por pessoas qualificadas tecnicamente para o efeito”, acrescentou Nelson de Carvalho.

A pedido da direção, em outubro passado reuniu-se a assembleia-geral do CRIA, uma das mais participadas da história da instituição, com cerca de 100 pessoas presentes.

Relativamente à reconfiguração do organigrama interno, que levou à extinção da direção executiva, Nelson de Carvalho explicou que os atos de gestão praticados “foram os entendidos como necessários para a operacionalização da instituição e para assegurar o seu funcionamento, no necessário clima de confiança”.

 

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