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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Central do Pego | Acionista diz que Governo quer levar a concurso o que “pertence por direito” à Tejo Energia

A TrustEnergy, acionista maioritária da Central do Pego, defende que o ponto de injeção na rede que o Governo pretende levar novamente a concurso público “pertence por direito à Tejo Energia”, consórcio que detém atualmente a exploração. “Vamos bater-nos pelo que é nosso”, assegurou ao mediotejo.net José Grácio, presidente executivo da TrustEnergy, consórcio constituído pelos franceses da Engie e os japoneses da Marubeni, que controlam 56% da central do Pego, com a espanhola Endesa a deter 44%.

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“Faz sentido a Tejo Energia defender o bem que comprou e pagou e com o qual irá conseguir sobreviver, manter empregos e a economia local”, disse José Grácio, acrescentando que “a Tejo Energia irá apresentar ainda em julho um projeto ao Governo, tal como lhe foi pedido pelo senhor ministro [do Ambiente]”. 

Numa nota enviada à agência Lusa, a empresa deu também resposta às declarações feitas pelo ministro do Ambiente e Ação Climática na Comissão do Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, no Parlamento, na passada quarta-feira.

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“Foi referido na acima mencionada comissão que a conversão da central para queima de biomassa torrificada não ocorrerá logo após o fim da queima a carvão, mas tal não é factual, pois esta unidade poderá começar a funcionar com biomassa torrificada produzida numa instalação de torrefação já existente em Portugal enquanto a cadeia logística de fornecimento de resíduos florestais locais não se estabelece”, garantiu.

A TrustEnergy acrescenta que apresentou, “em fevereiro, ao Governo português um projeto faseado que garante a continuidade da operação com início na substituição do carvão por biomassa torrificada até à produção de metano verde, passando por produção de energia fotovoltaica e eólica, como também hidrogénio verde”.

“A solução que a TrustEnergy preconiza, com a utilização de resíduos florestais, irá contribuir para uma melhor gestão da paisagem na região onde está instalada a Central, aportando valor para a otimização da economia da floresta na região, contribuindo para a redução de incêndios florestais, numa região frequentemente assolada pelos mesmos. Esta proposta representa também a manutenção da atividade da Central do Pego, com a manutenção de postos de trabalho, bem como a vitalidade da economia local”, defendeu o presidente executivo da TrustEnergy, José Grácio, citado no comunicado.

“O papel destas entidades será, ainda, fundamental no âmbito da Comissão de Avaliação, a ser constituída com representantes do município, da região, dos trabalhadores e do Estado, para a adequada avaliação e apreciação dos projetos submetidos a concurso com vista à subsequente adjudicação”, lê-se na nota do Executivo.

A TrustEnergy acredita que as soluções que apresentou “estão em sintonia com a própria estratégia nacional de descarbonização recentemente anunciada pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes”, recordando que “foi pedido à Tejo Energia que apresentasse um projeto que fosse um contributo nesse sentido, tendo o Governo solicitado, no passado dia 17 de maio, a apresentação até ao final do mês de julho de 2021 de um projeto para o futuro da Central”.

“A Tejo Energia deu resposta positiva a esta solicitação a 2 de junho, com o pedido formal à Direção Geral de Energia e Geologia para substituição da licença de operação da central a carvão para biomassa torrificada, e tem em fase de finalização a apresentação do referido projeto para ser submetido dentro do prazo requerido”, indicou.

*C/Lusa

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