Centenário de Abrantes: Concerto memorável no Castelo (c/vídeo)

As Comemorações do Centenário em Abrantes atingiram o ponto alto na noite de terça-feira, 14 de junho, Dia da Cidade, com um concerto inédito em que o castelo foi conquistado por Luís Represas, Marisa Liz e a 100 Internacional Promenade Symphony Orchestra.
 O vento que se fazia sentir nas ruas do centro histórico ao início da noite trazia alguma inquietação sobre as condições em que o Concerto do Centenário iria decorrer no castelo dali a instantes. A expetativa era alta com o anúncio de um momento inédito a encerrar as Festas do Concelho que reuniria no palco Luís Represas, Marisa Liz e a 100 Internacional Promenade Symphony Orchestra.

A chegada ao topo da cidade fez-se com ecos abafados da música popular que animava o Jardim da República. Lá em baixo todos continuavam sem saber quem é “o pai da criança” e alguns ostentavam o cachecol com as cores da Seleção Nacional que surgia nos ecrãs televisivos empatada com a Islândia.

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fotos: mediotejo.net
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O vento optou por ficar no baile e o pouco que se atreveu a subir a encosta foi travado pelas muralhas da fortaleza que confirmaram o seu papel histórico de defesa e resguardaram as centenas de pessoas que decidiram assistir ao espetáculo no seu interior. O cenário não podia ser melhor.

Cerca de meia hora volvida após a hora marcada, 22h00, a 100 Internacional Promenade Symphony Orchestra e o seu maestro, Henrique Piloto, subiram ao palco. Os instrumentos não pararam nas duas horas seguintes em que Luís Represas e Marisa Liz proporcionaram um concerto ímpar acompanhados por Mauro Ramos na bateria, Ricardo Dique no baixo, Miguel Canelo na guitarra e Nelson Canoa ao piano.

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fotos: mediotejo.net
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A tranquilidade do ex-Trovante contrastou com a energia da vocalista dos Amor Electro, formando uma sinergia contagiante que arrebatou o público já embalado pela música da orquestra e pelos efeitos pirotécnicos. Os dois cantores interpretaram temas marcantes das suas carreiras musicais em separado, como “Feiticeira” e “A Máquina”, e a poesia de Florbela Espanca (“Ser poeta”) esteve presente num dos duetos finais.

Os aplausos multiplicaram-se durante o espetáculo e foram feitos de pé após o final com “Also sprach Zarathustra”, de Richard Strauss, quando o Tempo somava quase uma hora ao primeiro centenário da cidade abrantina. A expetativa confirmou-se, o espetáculo desta terça-feira foi memorável, e está mais elevada do que nunca para as iniciativas anunciadas no programa comemorativo até ao final do ano.

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foto: mediotejo.net
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*Republicada no âmbito de alguns trabalhos a que voltamos a dar destaque e que foram publicados no jornal mediotejo.net entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016

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