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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Censos2021 | Portugal com menos residentes, população mais envelhecida e mais escolarizada

Portugal perdeu 2,1% da população na última década, segundo dados provisórios do Censos2021 agora divulgados, que retratam um país cada vez mais envelhecido, com mais pessoas de nacionalidade estrangeira e mais escolarizado.

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O número de residentes foi revisto nos dados mais recentes do Censos2021, divulgados no dia 16 de dezembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e é ainda mais baixo que o contabilizado em dados preliminares divulgados em julho. Os dados agora divulgados colocam a população de Portugal em 2021 em 10.344.802 habitantes.

Nos últimos 10 anos, o país perdeu 217.376 pessoas, uma quebra de 2,1% que resulta de um saldo natural [a diferença entre nascimentos e mortes] negativo de 250.066 pessoas. A última vez que se registou uma perda de população entre Censos foi em 1970, em resultado da elevada emigração na década de 1960.

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Em parte, este decréscimo decorre de um país cada vez mais envelhecido: O número de pessoas com 65 anos ou mais de idade aumentou 20,6% desde 2011, com 2.424.122 indivíduos nesta faixa etária, que representam 23,4% da população portuguesa.

Com menos de 15 anos, o grupo com redução mais significativa (15,3%), há hoje 1.331.396 pessoas, havendo 5.500.951 com idades entre os 25 e os 64 anos (53,2% do total da população) e 1.088.333 com idades entre os 15 e os 24 anos (10,5%).

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Atualmente, o índice de envelhecimento da população traduz-se em 182 idosos por cada 100 jovens. Este indicador tem aumentado progressivamente: em 2011 havia 128 jovens por 100 idosos em 2001 eram 102.

Oleiros, no distrito de Castelo Branco, Alcoutim (Faro) e Almeida (Guarda), são os municípios portugueses com a população mais envelhecida, enquanto Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, e Santa Cruz (Madeira) são os mais jovens.

Por outro lado, o país ganhou em residentes de nacionalidade estrangeira, que representam agora 5,4% do total da população, aumentando em 40,6% comparativamente a 2011.

Entre os estrangeiros residentes em Portugal, 452.231 (81,4% do total) são nacionais de países que não integram a União Europeia e “a grande maioria” dos municípios com presença mais elevada de população estrangeira situa-se a sul do país, nomeadamente na região do Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa.

Cerca de metade da população residente em Portugal está concentrada em apenas 31 municípios, o que mostra o acentuar dos desequilíbrios na distribuição da população pelo território, dos padrões de litoralização do país e do movimento de concentração da população junto da capital.

Desde 2011, os territórios localizados no interior do país perdem população e os municípios que registam um crescimento populacional situam-se, sobretudo, no litoral.

O retrato para já pintado pelo Censos2021 mostra também que Portugal é hoje mais escolarizado do que há uma década e, atualmente, 38,7% da população tem, pelo menos, o ensino secundário completo.

No relatório, o INE destaca que, em geral, “o nível de escolaridade da população aumentou de forma significativa”.

Paralelamente a uma diminuição da percentagem de pessoas que não foram além do 3.º ciclo, em 10 anos aumentou a proporção de pessoas com apenas ou ensino secundário ou pós-secundário completos, que se fixa agora nos 21,3%, e com curso superior, em que passou de 11,8% em 2011 para 17,4% em 2021.

Olhando para os agregados domésticos em Portugal, um terço tem duas pessoas, enquanto um quarto são pessoas que vivem sozinhas.

No geral, a dimensão dos agregados diminuiu na última década e em 2021 contabilizaram-se 4.149.668 agregados domésticos privados e 5.476 agregados institucionais.

Quanto à habitação, Portugal registou “um ligeiro crescimento” dos edifícios e alojamentos para habitação, mas a “ritmo bastante inferior” ao de décadas anteriores.

No total, o número de edifícios destinados à habitação é de 3.573.416 e o de alojamentos de 5.981.485, valores que, face a 2011, representam um aumento de 0,8% e 1,7%, respetivamente, sendo que na década anterior os valores situavam-se na ordem dos 12% para edifícios e os 16% para alojamentos”.

A maioria dos alojamentos (70%) são ocupados pelo proprietário, mas o arrendamento aumentou 16% face a 2011.

Esta é a segunda fase de divulgação de resultados provisórios do Censos2021, antecipando a data inicialmente prevista de 28 de fevereiro de 2022, depois da divulgação de resultados preliminares em 28 de julho.

A fase de recolha do Censos2021 decorreu entre 05 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril.

Agência de Notícias de Portugal

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