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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Celtejo desafia caluniadores a apresentar provas com “rigor científico”

A Celtejo desafiou hoje aqueles que têm caluniado a empresa a demonstrarem “com rigor científico” as análises que provam essas mesmas calunias, depois de ter instaurado um processo ao ambientalista Arlindo Marques.

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“A Celtejo gostaria de desafiar todos aqueles que têm vindo a caluniar a empresa a demonstrarem com rigor científico as análises nas quais consubstanciam essas mesmas calúnias”, pode ler-se no comunicado da empresa, publicado na sua página oficial do ‘Facebook’.

A Celtejo – Empresa Celulose do Tejo, SA, instalada em Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, instaurou a Arlindo Marques, guarda prisional de profissão e conhecido no distrito de Santarém como o “guardião do Tejo”, um processo por aquele associar os episódios de poluição no Tejo à empresa, reclamando o pagamento de 250 mil euros por danos atentatórios do seu bom nome.

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Em causa estão, segundo o processo, a que Lusa teve acesso, “afirmações que têm por objetivo gerar na opinião pública a ideia de que a autora [do processo] é responsável, ou co-responsável, pela alegada poluição do rio Tejo”.

A agência Lusa questionou na quinta-feira a empresa sobre este processo, tendo a Celtejo remetido para o comunicado publicado na página do ‘facebook’, no qual sublinha ser uma empresa com mais de 50 anos de história que sempre teve no “seu espirito a adoção das mais modernas tecnologias e o respeito pela segurança do ambiente”.

No mesmo documento, a empresa revela que recentemente “tem sido regularmente acusada na praça pública por parte de determinados intervenientes, não obstante cumprir os elevados padrões a que está sujeita, quer pela regulação europeia, quer pela regulação nacional, de ser a principal fonte da poluição no Tejo”.

A Celtejo refere também que, apesar das acusações, sem nunca mencionar nomes, nunca agiu contra quem “sistematicamente produz informações e declarações falsas, sem qualquer rigor científico”.

“A defesa do Tejo não pode ser feita em cima de calúnias e de populismos fáceis, mas com rigor, escrutinando as fontes poluidoras ao longo do curso do rio e atuando sobre as mesmas de modo a lhes por cobro”, segundo o documento.

Desta forma, a empresa avança que “pela sua relevância económica e social, pelas dezenas de milhões de investimentos que está a realizar, não está disposta a ser caluniada impunemente e agirá, pelos meios que um Estado de Direito lhe confere, contra todos aqueles que o façam”.

O processo, entregue no Tribunal Judicial de Santarém, tem a data de 12 de dezembro de 2017 e reclama do réu 250 mil euros acrescidos de juros de mora até integral pagamento para “compensar a autora pelos danos sofridos por causa da ofensa cometida”.

O processo, com 90 páginas, é sustentado com imagens publicadas nas redes sociais e cópias de notícias de vários órgãos de comunicação social com denúncias e entrevistas do ambientalista que a Celtejo considera difamatórias.

“Ao longo dos últimos meses, o réu tem vindo a proferir, de forma reiterada e através de meios e plataformas que facilitam a sua divulgação, afirmações que atentam contra o bom nome, a credibilidade e o prestígio da autora”, pode ler-se na acusação.

Contactado pela Lusa, o ambientalista disse estar “triste e indignado com este processo”, tendo afirmado que o mesmo “pretende silenciar vozes incómodas num caso de autêntico terrorismo psicológico”.

Os primeiros apoios a Arlindo Marques chegaram através do porta-voz do Movimento pelo Tejo – proTEJO, tendo Paulo Constantino afirmado que o ambientalista “tem sido a voz e os olhos das populações ribeirinhas” e que a acusação “não tem sentido, sendo antes uma oportunidade para saber quem é quem na poluição do Tejo”.

Também a Assembleia Municipal de Mação, município do distrito de Santarém, já se pronunciou sobre este processo, tendo aprovado por unanimidade uma moção na quarta-feira, denominada “Arlindo Marques atuou como porta-voz de Mação”, e que visa apoiar financeiramente a defesa judicial do ambientalista.

Agência de Notícias de Portugal

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3 COMENTÁRIOS

  1. Não será difícil provar que são poluidores. Na composição química das amostras não há erros. Pode é haver omissões e isso será crime se for feito propositadamente perante o tribunal.

  2. E querem que as análises sejam pedidas quando? É que assim sempre podemos perceber quando é que uma das fontes de poluição irá, misteriosamente, diminuir drasticamente a quantidade de poluentes, de forma a se proceder às análises. Cambada… Esta queixa contra o Sr Arlindo é uma afronta a Portugal por parte da celtejo. Espero que esta empresa feche portas e surja uma outra, em seu lugar, que respeite o ambiente e os cidadãos que pugnam pela saúde pública.

  3. Isto só pode ser brincadeira de mau gosto. Então estes senhores que deviam estar na prisão estão a processar o Arlindo? Quero ver até onde vai a pouca vergonha destes indivíduos, e das instâncias governamentais que nem sequer se pronunciam sobre o assunto. Pelo que se tem lido e ouvido está mais que provado qual a origem da poluição com consequências terríveis na fauna do rio. Continuo a afirmar e a pedir que se gere uma onda de solidariedade para com o Arlindo tornando-nos testemunhas de defesa, indo e fazendo frente a estes criminosos que não só estão assassinando o rio como contaminando tudo o que ele serve no seu percurso, seja rega de produtos agrícolas como abastecimento publico, o que provoca sem margem de dúvidas doenças irreversíveis.
    É ao povo que cabe a última palavra, se deixar-mos as coisas andarem assim, nem este nem outros criminosos serão condenados, e em vez disso serão os legítimos acusadores a arcar com as consequências dum processo que é uma tristeza num país que se quer democrático e desenvolvido.

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