“Celebrar o Dia Mundial do Ambiente: uma causa que não se deve esquecer”, por José Alho

Entre 5 e 16 de Junho de 1972 decorreu em Estocolmo a 1ª“Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente”. Esta primeira grande Cimeira Internacional dedicada ao Ambiente marcou de forma irreversível um novo estatuto para esta área de política e o dia da sua abertura foi posteriormente proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Dia Mundial do Ambiente data que hoje é celebrada em todo o Planeta!

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A comemoração do Dia Mundial do Ambiente é oportunidade para este tema voltar à ribalta em inúmeras iniciativas que ampliam o esforço da Educação para a Sustentabilidade no sentido de alterar a nossa atitude com o Planeta e os seres vivos que nos rodeiam.

No longo percurso da sua afirmação no universo das políticas públicas de ambiente, a educação para a sustentabilidade foi condicionada, quer em Portugal quer no Mundo, por um conjunto dos acontecimentos tão diversos como as grandes conferências mundiais, mas também por convenções, relatórios, organizações de diferentes naturezas de intervenção e também por um conjunto significativo de catástrofes ecológicas.

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O Planeta foi, desse modo, ensaiando o seu percurso rumo à sustentabilidade, num processo indissociavelmente ligado à própria ação da educação.

Gro Harlem Brundtland em 1987 tornou público o conceito de desenvolvimento sustentável no seu relatório- “O Nosso Futuro Comum”, publicado pela  Comissão das Nações Unidas, World Commission on Environment and Development, definindo-o como “ o desenvolvimento que vai ao encontro das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras realizarem a satisfação das suas necessidades”.

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O anterior Secretário-Geral das Nações Unidas Kofi Annan, a 14 de Março de 2001, no Bangladesh, referia que …”o nosso maior desafio neste novo século é agarrar num conceito abstrato -desenvolvimento sustentável e conseguir transformá-lo numa realidade para toda a população mundial”.

Nesse desafio que é a concretização do conceito de desenvolvimento sustentável, articulam-se as perspetivas ambiental, social e económica.

Este imperativo significa um olhar de conjunto e integrado para questões tão diversas como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a escassez de água potável, as doenças infecto-contagiosas, a iliteracia, a exclusão social, a pobreza e a insegurança no mundo, entre tantas outros temas que põem em causa a qualidade de vida e a sobrevivência no nosso Planeta.

Esta visão foi reforçada, em Setembro do ano passado, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no âmbito da Agenda para 2030.

As pessoas, o planeta, as parcerias, a prosperidade e a paz são os 5P para uma nova agenda que integra esses 17 objetivos e nos coloca no caminho da esperança de garantir um futuro para todos!

Se ” O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer “ como defendia Albert Einstein, essa não pode ser a nossa condição e por isso há que despertar consciências e vontades para uma participação ativa e empenhada pois só assim construiremos um mundo sustentável num futuro solidário!…

 

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José Manuel Pereira Alho Nasceu em 1961 em Ourém onde reside. Biólogo, desempenhou até janeiro de 2016 as funções de Adjunto da Presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Foi nomeado a 22 de janeiro de 2016 como vogal do Conselho de Administração da Fundação INATEL. Preside à Assembleia Geral do Centro de Ciência Viva do Alviela. Exerceu cargos de Diretor do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Coordenador da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo, Coordenador do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, Diretor-Adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, Diretor Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo na Autoridade Florestal Nacional e Presidente do IPAMB – Instituto de Promoção Ambiental. Manteve atividade profissional como professor convidado na ESTG, no Instituto Politécnico de Leiria e no Instituto Politécnico de Tomar a par com a actividade de Formador. Membro da Ordem dos Biólogos onde desempenhou cargos na Direcção Nacional e no Conselho Profissional e Deontológico, também integra a Sociedade de Ética Ambiental. Participa com regularidade em Conferências e Palestras como orador convidado, tem sido membro de diversas comissões e grupos de trabalho de foro consultivo ou de acompanhamento na área governamental e tem mantido alguma actividade editorial na temática do Ambiente. Foi ativista e dirigente da Quercus tendo sido Presidente do Núcleo Regional da Estremadura e Ribatejo e Vice-Presidente da Direcção Nacional. Presidiu à Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza. Foi membro da Comissão Regional de Turismo do Ribatejo e do Conselho de Administração da ADIRN. Desempenhou funções autárquicas como membro da Assembleia Municipal de Ourém, Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Presidente do Conselho de Administração da Ambiourem, Centro de Negócios de Ourém e Ouremviva. É cronista regular no jornal digital mediotejo.net.

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