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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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“Celebrar é preciso, azedume é que não!”, por Hália Santos

Tens visto o facebook? Abrantes esteve em grande. Críticas ao novo monumento à parte, a verdade é que as festas do ano do centenário envolveram as pessoas. Mesmo quem não esteve percebeu isso.

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Tens razão, as redes sociais são fantásticas para tomar o pulso às coisas. Também vi. E a quantidade de pessoas que partilhou selfies com o Presidente da República?

Gira a coincidência. Quase em simultâneo, 100 anos de Abrantes e 100 dias de Marcelo.

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A ideia permite trocadilhos engraçados. Abrantes pode já não ser a cidade florida, mas tem vindo a criar espaços para acolher a pessoas. Marcelo pode já não ser o professor que só se via na televisão, mas passou a ser a figura de Estado que toca nas pessoas.

Muita gente critica Abrantes como muita gente critica o Presidente. Mas parece que ambos continuam indiferentes, a seguir o seu caminho, porque acreditam que o que estão a fazer é que está certo…

Eh pá! A conversa hoje está muito séria…

Talvez, mas pensa lá neste exemplo! Abrantes tem vindo a fazer um trabalho de integração e criou redes de trabalho em áreas como o combate à violência doméstica. Sabias? Ah pois é! Muita gente não sabe. E sabias que Marcelo disse que é “por dever moral e por sentimento, quase um Presidente feminista”? Ah, pois é, muita gente não sabe!

Mas isso não tem nada a ver, uma coisa com a outra!!

Diretamente, não. Mas se pensares, cada um está a fazer o seu papel. A Câmara, enquanto órgão autárquico, está a criar condições para que as vítimas de violência doméstica possam ter um futuro digno. E, na sua maioria, são mulheres. O Presidente, ao dizer que é “quase feminista”, está a dizer que ainda há um percurso a fazer nestas coisas de igualdade de género.

Pois é, há organismos que têm que agir e outros que têm que influenciar. A verdade é que Marcelo habituou as pessoas a ouvi-lo. Fez isso durante anos na televisão, e sabia bem onde queria chegar, influenciando as pessoas. Se agora usa esse poder para as tornar mais justas, mais solidárias, mais bem dispostas, ótimo!

Mas achas bem que ande a dançar e a fazer outras coisas do género, alegando que “mal fora que o Presidente irradiasse infelicidade, azedume, má disposição com a vida e com os portugueses”?

A verdade é que ainda me custa ver um Presidente a fazer coisas que parecem bonecos encenados para a televisão e para as fotografias. Talvez eu ainda esteja um pouco dependente daquela ideia de pose de Estado que um Presidente deve ter.

Pois, também não sei, mas a verdade é que arrasta gente a todo o lado aonde vai. Se calhar, muitos nem votaram nele.

Isso agora não interessa nada!

Professora e diretora da licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), do Instituto Politécnico de Tomar, doutorou-se no Centre for Mass Communications Research, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Foi jornalista do jornal Público e da Rádio Press. Gosta sobretudo de viajar, cá dentro e lá fora, para ver o mundo e as suas gentes com diferentes enquadramentos.
Escreve no mediotejo.net à quinta-feira.

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