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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Catarina Martins (BE) presente em Abrantes e Torres Novas alerta para promessas eleitorais

A coordenadora bloquista considerou em Abrantes e em Torres Novas que a Comissão Nacional de Eleições está a fazer bem o seu papel na advertência sobre promessas eleitorais porque existe “sempre uma enorme tentação de instrumentalizar uma ação governativa” para ganhos partidários.

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Na primeira ação do quarto dia de campanha para as eleições autárquicas, Catarina Martins esteve junto ao Tejo, acompanhada pelo vereador do Bloco de Esquerda (BE) e recandidato à Câmara de Abrantes, Armindo Silveira, para denunciar os riscos e o impacto ambiental do Açude Insuflável de Abrantes, uma obra que, denunciaram, ao fim de 15 anos continua ilegal. Em Torres Novas – onde a antiga deputada e vereadora Helena Pinto é recandidata à Câmara – Catarina Martins apontou o dedo ao PS e aos partidos de direita em relação a uma das discussões que tem animado esta corrida eleitoral: o Programa de Recuperação e Resiliência.

Os vários membros candidatos das listas autárquicas do BE de Abrantes voltaram a denunciar os “graves problemas do açude e da escada passa-peixe”, numa “obra que se mantém ilegal há 15 anos e provoca importantes prejuízos ambientais e económicos” na região, e cuja situação, afirmaram, “evidencia continuada incompetência e irresponsabilidade da Câmara Municipal de Abrantes, com a conivência da APA”.

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Questionada sobre uma notícia avançada pelo Expresso de que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) advertiu o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, sobre promessas eleitorais em período de campanha autárquica, a líder do BE respondeu que este organismo “toma as suas posições e bem”.

“E o Bloco de Esquerda ouve sempre com muita atenção tudo o que diz a Comissão Nacional de Eleições, que está aliás a fazer o seu papel e nós não nos substituímos a esse papel”, afirmou.

Perante a insistência dos jornalistas sobre se concordava ou não com este aviso, Catarina Martins defendeu que “existe sempre uma enorme tentação de instrumentalizar uma ação governativa para o ganho partidário”.

“Não é propriamente novo, não há aqui nenhuma novidade, a CNE está a fazer e bem o seu papel que deve fazer e a mim só me cabe ouvir o que diz a CNE”, reiterou.

Confrontada com as críticas do líder do PSD, Rui Rio, de que Costa está a usar o PRR para fazer campanha, a coordenadora do BE disse compreender que o presidente social-democrata “não tenha muita proposta para fazer nestas eleições e, portanto, fale de outra coisa qualquer”.

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, que esteve também num comício em Torres Novas, defendeu que, em matéria de fundos comunitários, o BE “tem currículo na defesa do povo”, enquanto o PS e a direita “têm cadastro a alimentar a economia de privilégio”.

Na quinta-feira à noite, na chegada da caravana da campanha autárquica do BE a Torres Novas – onde a antiga deputada e vereadora Helena Pinto é recandidata à câmara – Catarina Martins apontou o dedo ao PS e aos partidos de direita em relação a uma das discussões que tem animado esta corrida eleitoral: o Programa de Recuperação e Resiliência.

“Quando se decidir o que se vai fazer com os milhões do Programa de Recuperação e Resiliência, quando se decidir se os milhões são no interesse do povo ou para uma elite privilegiada, o Bloco de Esquerda tem currículo na defesa do povo e o Partido Socialista e a direita têm cadastro a alimentar essa economia de privilégio que tem vindo a retirar recursos ao nosso povo”, acusou, na intervenção no comício.

Catarina Martins em Torres Novas. Foto: BE

É por isso mesmo, na perspetiva da líder do BE, que “é tão importante a escolha” nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

“Se conhecem o Bloco de Esquerda e a forma intransigente como defende este povo, conhecem também o que tem sido o Partido Socialista, o que tem sido a direita a lidar com o privilégio e com o poder económico, a forma como deixaram que a habitação ficasse entregue ao mercado, que os carros fossem a única forma de as pessoas se deslocarem, como fecharam os olhos a quem polui, a quem põe em causa a saúde, o ambiente”, comparou.

A coordenadora do BE recordou que, no próximo mandato autárquico, cujos elencos governativos vão sair destas eleições, “as autarquias vão ser parte da decisão do que se faz a 60 mil milhões de euros, entre quadro comunitário de apoio, política agrícola comum, Programa de Recuperação e Resiliência”.

“O que eu pergunto a qualquer pessoa aqui em Torres Novas e em todos os concelhos deste país é qual a força política que vai defender este povo que vive do seu trabalho na altura de fazer escolhas”, questionou.

Helena Pinto, atual vereadora, é a candidata do BE à CM Torres Novas. Foto: BE

Na ótica de Catarina Martins, “em todo o país não há ninguém que duvide que o Bloco de Esquerda é essa força determinada, capaz de enfrentar o privilégio em nome do interesse do povo que trabalha”.

“E é para isso que nos apresentamos nestas eleições”, frisou.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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