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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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“Cartão Branco: premiar o fair-play”, por Nuno Pedro

Depois de no início de 2015 ter sido lançado pelo Instituto Português do Desporto, através do Plano Nacional de Ética Desportiva e ter sido adoptado, primeiramente pela Associação de Futebol de Setúbal e posteriormente pelas suas congéneres de Leiria e Lisboa ao nível das competições jovens, a implementação do Cartão Branco, juntando-se assim aos usuais amarelo e vermelho, tende agora a conquistar uma importância acrescida no nosso país, visto serem várias as entidades que assumiram, em memorando, o compromisso de virem a integrá-lo nas provas por si organizadas, entre as quais, sublinhe-se, a Associação de Futebol de Santarém.

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Uma medida que tem como objectivo fundamental o premiar e valorizar as boas práticas e comportamentos desportivos. Paralelamente, é intenção dos promotores desta iniciativa fazer chegar às instâncias que regulam o futebol a influência que a mesma poderá ter em assegurar um clima de permanente fair-play e os consequentes benefícios que daí advêm. Até porque, o International Board, entidade que tem a responsabilidade de sancionar qualquer tipo de alteração nas regras do futebol, não contempla, para já, a possibilidade da utilização do referido cartão.

Logo, só com a apresentação de argumentos válidos e sustentáveis, o que me parece não ser difícil, tal terá viabilidade. E é esse caminho que os responsáveis em Portugal pela execução deste projecto querem trilhar, fazendo do nosso país pioneiro na utilização do Cartão Branco nas competições de futebol profissional, ambição que só poderá ser concretizada com o aval da entidade suprema na matéria, o International Board.

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Desde que foi implementado o Cartão Branco, a sua amostragem tem estado cingida às competições de carácter distrital e nos escalões mais baixos do futebol de formação. Poderemos questionar se foi o mais correcto, já que, felizmente, são quase inexistentes os episódios de indisciplina nestes escalões e aqueles que acontecem têm, na maioria dos casos, origem estre os paizinhos e fora das quatro linhas? Acredito que sim, pois a sensibilização para o fair-play junto dos mais novos trará ganhos significativos em termos de futuro.

Não quero corroborar do velho ditado que nos diz que “burro velho já não aprende”, pois nunca é tarde para fazermos ou mudarmos o que quer que seja, mas que é mais difícil isso não podemos ignorar. Daí não ser de todo descabido esta medida ter o seu início junto dos mais jovens de modo a repercutir-se no imediato na postura de pais/encarregados de educação, por vezes completamente desfasada daquilo que são os padrões normais e desejáveis.

Estou crente que poderemos estar perante um veículo importante para a existência de uma cultura desportiva mais saudável e acima de tudo mais racional, característica tantas vezes arredada dos campos de futebol e não só.

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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