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Sábado, Outubro 23, 2021

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“Carnes frias”, por Armando Fernandes

Ao longo de 34 anos de escrever crónicas relativas a beberes e comeres tenho referido vezes sem conta pratos de carnes frias. Por desatenção ou descuido não refiro o que gastronomicamente se entende pela designação – carnesem frias –, o que tentarei abordar neste texto.

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Um prato de carnes frias é individual, sendo constituído por presunto, rosbife, galantina, língua como componentes essenciais. Estas carnes são guarnecidas com pepinos pequenos, geleia, sendo servidas com mostarda. No capítulo dos pães lembro o pão negro e/ou o centeio pesado, se possível de estirpe rural.

Também denominado prato frio, o mesmo é muito apreciado nos fins de tarde podendo redundar em excelente tem-te em pé antes do jantar na companhia de vinhos intranquilos, Madeira e Porto, entre outros na classe de generosos.

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Um prato de carnes frias em boa companhia ameniza as azáfamas laborais, propicia entendimentos frutuosos e bons negócios.

Deixo a sugestão!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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