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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Candidato do PDR por Santarém desafia partido a definir-se ideologicamente e a “limpar” o discurso

O candidato do PDR pelo círculo eleitoral de Santarém apelou, numa “reflexão pessoal” ao processo eleitoral, a que o partido “limpe as vivacidades sem sentido que surgem, por vezes, no discurso” e se defina ideologicamente.

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Num longo texto enviado à agência Lusa, Pedro Barroso, autor e cantor que aceitou ser candidato independente pelo Partido Democrático Republicano no Ribatejo, alerta para a necessidade de o PDR evitar o “personalismo” e o “casuísmo” para que a “ideia muito bonita e corajosa de combate à corrupção e convocação ao combate cívico” consiga “um espaço significativo futuro” no tecido político nacional.

Reafirmando a sua independência e o seu compromisso primeiro para com a sua profissão, Pedro Barroso desafia o PDR a “depurar ideias” e a ou optar “por uma sensibilidade de esquerda ‘de consciência’, vigilância cívica e pelo refundamento de um Abril de justiça e igualdades”, ou então a definir “azimutes sociais democráticos, ou liberais… definitivos e assumidos, se é isso, no fundo, o que se pretende”.

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“Andar à bolina, dando a sensação de oferecer préstimos a quem governe, não faz o meu estilo. Aguardo, pois, um eventual evoluir”, afirma na “versão muito encurtada duma ‘reflexão final’ sobre a campanha para as legislativas” que enviou para análise aos órgãos máximos nacionais do PDR, reunidos no sábado em Lisboa.

“Vai ser necessário ter teoria mais definida, mais carácter, mais apoio, mais organização, mais estruturação, mais expressão colectiva, e outra semântica também”, escreve o cantor, que faz questão de usar a antiga ortografia, cuja defesa foi uma das bandeiras da sua candidatura.

Para Pedro Barroso, o espaço político que o PDR pretende ocupar “é neste momento, até ver, equívoco e insituável com conforto ou precisão no leque ‘parlamentar’. Apesar da sua corajosa e insistente pretensão de ‘independência’ plena dos estribilhos de esquerda e direita, essas consonâncias ainda são, quer se queira quer não, identificadoras e orientadoras de opinião”.

O contorno a essas classificações “soam a falácias meramente retóricas, sem sumo identificador, nem cimento de ligação, nem validade, nem esclarecimento prático para o comum eleitor”, afirma.

Por outro lado, defende que um partido político tem que ser “muito mais” que a figura do seu fundador, reconhecendo que se Marinho e Pinto, por mera hipótese, deixasse o PDR, este “morria de imediato”.

Pedro Barroso salienta ainda que se Marinho e Pinto “é por vezes arguto, penetrante e apaixonado”, outras vezes é “rude e de um populismo personalista cansativo, que chega a criar anti corpos e desconfiança em muitas pessoas pela sua virulência e agressividade”.

“Talvez o futuro do PDR melhore com um discurso mais pautado e sensível, mais cortês e esculpido, independente e claro, estribado em estratégias claras, sem caudilhismos repentistas, com pluralidade, apoiado em consensos fundados não no espontaneismo casuístico – e a espaços, no brilhantismo retórico e expressividade do seu líder, mas em reflexão profunda e azimutes definidos pelos seus órgãos superiores nacionais, que reúnam regularmente e discutam caminhos, esculpam politicas e definam orientações”, aponta.

 

Agência de Notícias de Portugal

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