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Sábado, Julho 24, 2021

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Campanha do Banco Alimentar com 42 mil voluntários em dois mil supermercados

Mais de 40 mil voluntários vão estar durante o fim-de-semana distribuídos por cerca de dois mil supermercados a pedir às pessoas que contribuam com bens alimentares para mais uma campanha do Banco Alimentar contra a fome.

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“No próximo fim-de-semana temos uma vez mais a habitual campanha saco e esta campanha ocorre em cerca de 2 mil lojas com a ajuda inestimável de 42 mil pessoas que voluntariamente dão o seu tempo com um único fito que é convidar pessoas que vão às compras a partilhar um pouco daquilo que vão comprar para sua casa com as pessoas mais pobres da sua região”, disse à Lusa Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

Este é o convite que é deixado campanha após campanha pelos voluntários que nos dias 28 e 29 de novembro vão vestir a camisola da luta contra a fome em Portugal e vão estar nos supermercados a distribuir sacos pelas pessoas que vão às compras, para que estas colaborem com alguns produtos alimentares.

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Estes alimentos serão depois transportados para cada um dos 21 bancos alimentares em atividade em Portugal e depois serão distribuídos logo a partir de segunda-feira através de uma rede de instituições de solidariedade a pessoas com carências.

“Os Bancos Alimentares trabalham nesta lógica: recolha local, distribuição local, onde recolhem, distribuem, aumentando assim, por um lado, a proximidade entre quem dá e quem recebe, mas sobretudo também garantindo o controlo do destino dos produtos”, disse a responsável.

As instituições são o grande parceiro do Banco Alimentar (BA) no terreno, “porque são as instituições que conhecem as famílias, que podem chegar a cada família, mas que também podem através do alimento e do apoio desenvolver projetos de autonomização das famílias”, acrescentou.

Segundo Isabel Jonet, atualmente são apoiadas 425 mil pessoas, através das 2.600 instituições a quem o BA entrega diariamente alimentos.

Essas pessoas são ajudadas tanto com cabazes de alimentos como com refeições confecionadas: os cabazes são entregues às famílias, que vão uma vez por semana a uma instituição buscar um saco de comida, e os alimentos são distribuídos já confecionados em casas das pessoas sob a forma de apoio domiciliário ou na própria instituição, que tem as valências de creche, de ATL, de lar.

Aquilo que garantimos é que tudo aquilo que uma instituição leva do Banco Alimentar chega ao prato de uma família com carências alimentares e que faz parte de um processo integrado de ajuda.

As campanha vai dispor de sacos “amigos de ambiente”, sacos de papel que têm também a vantagem de servir para “alimentar a campanha papel por alimentos que os bancos alimentares desenvolvem ao longo de todo o ano”, no âmbito da qual solicitam às pessoas que doem o seu papel, que é depois encaminhado para um operador de resíduos, que dá alimentos em troca.

Ainda haverá sacos de plástico, para escoar o stock existente em cada um dos bancos alimentares.

As “campanhas saco” são complementadas com outras duas modalidades: um vale, disponível nas caixas dos supermercados até dia 6 de dezembro, que as pessoas podem entregar no valor de um produto, e uma plataforma online no site www.alimenteestaideia.net, onde se pode fazer uma doação.

Na última campanha, os bancos alimentares recolheram 2.650 toneladas de alimento, mas o que Isabel Jonet tem como previsão para esta campanha é o mesmo que tem para todas, “o melhor que pode ser naquele momento porque são aquilo que os portugueses têm vontade e capacidade de ajudar”.

“O Banco Alimentar e as suas campanhas são um dos bons barómetros que há em Portugal para mediar a situação das famílias porque quem contribui para o BA não são as pessoas com mais capacidade financeira, não são os mais ricos, são muitas vezes até os mais pobres e aqueles que com este donativo querem fazer a diferença”, frisou.

Segundo a responsável, o que se verificou desde 2010 foi que no ano em que havia mais crise houve uma quebra na entrada de produtos, mas não no número de sacos disponibilizados, o que significa que “doaram as mesmas pessoas mas doaram menos”.

Nas duas últimas campanhas já se registou um acréscimo nas quantidades na campanha saco e um grande acréscimo na ajuda vale, disse, acrescentando ter a convicção de que “também esta será a melhor campanha que puder ser”.

Agência de Notícias de Portugal

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