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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Campanha de vacinação contra a covid-19 arranca este domingo em Portugal (C/ÁUDIO)

A delegada de Saúde Pública do ACES Médio Tejo apelou a que as pessoas adiram à campanha de vacinação contra a covid-19 que arranca este domingo em Portugal, tendo defendido a importância da sua toma em termos de saúde pública, individual e coletiva.

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“É uma luz ao fundo do túnel”, disse Maria dos Anjos Esperança, tendo dado conta que os profissionais de saúde serão os primeiros a ser vacinados, porque “são os que estão na primeira linha para defenderem os doentes e as pessoas com quem contactam”, passando depois para as Estruturas Residenciais Para Idosos, onde o ACES Médio Tejo está já a fazer o levantamento nominal das pessoas em ERPI indicadas para tomar a vacina.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) já publicou a norma sobre a Campanha de Vacinação contra a covid-19, dirigida aos profissionais do sistema de saúde, com as indicações, características e modo de preparação e administração da vacina. A vacina é facultativa, gratuita e universal, sendo assegurada pelo SNS.

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ÁUDIO: MARIA DOS ANJOS ESPERANÇA, DELEGADA SAÚDE PÚBLICA MÉDIO TEJO:

“A vacinação contra a covid-19 Comirnaty deve respeitar as regras gerais de vacinação, constantes da Norma do Programa Nacional de Vacinação em vigor”, exceto em alguns aspetos especificamente mencionados nesta norma, refere a DGS no documento divulgado na terça-feira e publicado no seu ‘site’.

A Comirnaty desenvolvida pelos laboratórios BioNTech e Pfizer, a primeira a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, é indicada a partir dos 16 anos e deve ser administrada em duas doses com intervalo mínimo de 21 dias.

“Se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou por qualquer intercorrência não puder ser administrada a 2.ª dose, a mesma será administrada logo que possível”, adverte a DGS.

As pessoas com covid-19 não foram excluídas dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina e não existe evidência atual que sugira risco para estas pessoas ou ausência de eficácia.

“Contudo, num cenário em que a disponibilidade das vacinas é ainda limitada, devem ser priorizadas as pessoas com maior risco/ vulnerabilidade de contrair a infeção por SARS-CoV-2, pelo que a vacinação não deve ser priorizada para as pessoas que recuperaram da covid-19”, salienta.

Ressalva ainda que não existem estudos sobre a administração desta vacina durante a gravidez e desconhece-se se esta vacina é excretada no leite humano, mas adianta que “se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

As pessoas com sintomas sugestivos de covid-19 não se devem dirigir aos pontos de vacinação e devem contactar o SNS24.

Já a vacinação de pessoas com doença aguda grave, com ou sem febre, deve aguardar até à recuperação completa, para evitar sobreposição dos sintomas da doença com eventuais efeitos adversos à vacinação.

Relativamente a reação anafilática prévia a medicamentos (incluindo vacinas) ou alimentos, a vacinação deve ser realizada em meio hospitalar e por indicação do médico assistente.

“Não está ainda estudada a interação desta com outras vacinas. Atendendo a que é uma vacina nova, e também para permitir a valorização de eventuais efeitos adversos, a administração desta vacina deve, sempre que possível, respeitar um intervalo de quatro semanas em relação à administração de outras vacinas. Contudo, se tal implicar um risco de não vacinação, a mesma não deve ser adiada”, recomenda a DGS.

As reações adversas muito comuns (≥1/10) são “ligeiras ou moderadas em intensidade” e resolvidos alguns dias após vacinação: dor no local da injeção, fadiga, cefaleias, mialgia e calafrios, artralgia, pirexia (mais frequente após a 2.ª dose), tumefação no local da injeção. Estes efeitos podem ser menos intensos com a idade.

“Todos os doentes com suspeita de reação alérgica à vacina deverão ser referenciados, com caráter prioritário, a serviços de imunoalergologia para esclarecimento diagnóstico da reação”, realça.

Todos os atos vacinais devem ser prontamente registados na Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação, no Boletim Individual de Saúde, e, se disponível, no cartão de vacinação fornecido conjuntamente com a vacina.

Foi também divulgada na terça-feira uma circular conjunta da DGS e do INFARMED com as normas a serem aplicadas à logística, distribuição e utilização das vacinas, e publicado em Diário da República a portaria que cria o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, que entrou em vigor na quinta-feira, dia 24 de dezembro.

Segundo o diploma, compete à DGS executar os planos através da norma agora publicada.

A campanha de vacinação contra a covid-19 arranca no domingo em Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia, a vacina é facultativa, gratuita e universal, sendo assegurada pelo SNS.

Portugal recebe mais 70.200 vacinas ainda este ano, anuncia ministra da Saúde

Portugal vai receber até final do ano mais 70.200 doses de vacinas contra a covid-19, mais do que o inicialmente previsto para este ano, perfazendo 79.950 doses, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido.

O anúncio foi feito na noite de 23 de dezembro, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas, na qual Marta Temido explicou que um primeiro lote de vacinas chegará a Portugal este sábado, dia 26, e que dois dias depois chegará outro lote.

Marta Temido precisou que a farmacêutica que desenvolveu a vacina que Portugal vai administrar antecipou a entrega do segundo lote. Assim, às 9.750 vacinas que estavam previstas juntam-se mais 70.200 doses que chegam a Portugal ainda este ano.

As vacinas contra a covid-19 começam a ser administradas no dia 27, domingo.

Marta Temido esclareceu que o que a companhia farmacêutica Pfizer fez foi antecipar o calendário de outras entregas que estavam previstas para o primeiro trimestre do próximo ano.

“Significa que em dezembro teremos uma chegada de 79.950 vacinas”, mas o número total de vacinas no primeiro trimestre não deve sofrer alterações, ressalvou Marta Temido, salientando que a antecipação é importante porque permite alocar já “9.750 vacinas também à região da Madeira e aos Açores”.

A antecipação permite também expandir a vacinação pelos profissionais identificados como prestadores diretos de cuidados a pessoas suspeitas de estarem infetadas ou doentes com covid-19.

“Para os primeiros hospitais que já identificaram os profissionais prioritários para vacinação temos a expectativa de conseguir vacinar cerca de 60% dos que foram identificados”, disse a ministra.

Marta Temido disse ainda que agora vai ser possível “alargar o universo de profissionais a vacinar e alargar os hospitais envolvidos”, esperado atingir todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde “com esta primeira entrega de vacinas”.

Na última segunda-feira, a Comissão Europeia autorizou a colocação no mercado da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech, horas após a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter dado o seu parecer científico favorável.

Nesse mesmo dia Marta Temido disse que os profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central seriam os primeiros a ser vacinados contra a covid-19.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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