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Domingo, Julho 25, 2021

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Câmara de Tomar obrigada a anular votação de Orçamento Participativo

A Câmara de Tomar deliberou na reunião desta segunda-feira, 1 de Fevereiro, anular a votação do Orçamento Participativo de 2016, por terem sido detectados irregularidades em cerca de 2/3 dos votos. Os vereadores do PSD, João Tenreiro e António Manuel Jorge, não concordaram com a anulação do concurso, considerando que deviam ter sido escrutinados os votos válidos já que existia forma de saber os que contavam e os que não contavam. “Só vai atrasar o processo do Orçamento Participativo e não traz benefício algum”, atestam.

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A autarquia deliberou, mesmo assim, anular a votação e abrir um procedimento que terá novas regras de votação, ao qual concorrem os 37 projectos que já tinham sido seleccionados em 2015. Em causa estão cerca de 3 mil votos que foram feitos por alguém em nome de outra pessoa, explicou o vereador Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia, ao mediotejo.net.

A votação fazia-se através de um formulário online sendo que, para votar, era necessário ser eleitor recenseado no concelho e apresentar os seguintes dados: número de cartão de cidadão ou bilhete de identidade; data de nascimento; número de eleitor e número de telemóvel (dados apenas acessíveis à equipa gestora do Orçamento Participativo para proceder à validação dos votos). Podiam votar em três projectos, desde que fossem de freguesias diferentes.

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Vereadores do PSD votaram contra anulação

“O que detectámos foi um grande número de votos provenientes de uma determinada zona geográfica e com número de eleitores muito semelhantes”, disse Hugo Cristóvão. Alertados para estas possíveis irregularidades, os serviços da autarquia ligaram para o telemóvel de algumas pessoas que, supostamente, tinham votado mas algumas nem sequer sabiam o que era o orçamento participativo, explicou. Também alguns funcionários do município verificaram que alguém tinha votado pela sua pessoa.

Foi o segundo ano que decorreu o chamado Orçamento Participativo no concelho de Tomar sendo que, na primeira experiência, foi usado um método de votação idêntico, o que levou os vereadores do PSD a questionarem se também esse resultado não estaria também condicionado. “Detectámos algumas situações mas não tantas como este ano. Além disso, só estavam cinco projectos finais a concurso enquanto neste temos 37”, argumentou Hugo Cristóvão.

O montante destinado ao projecto vencedor do Orçamento Participativo de 2016 é de 100 mil euros, tal como em 2015. O ano passado, o projecto vencedor foi a construção da ciclovia do Prado até à Arrascada, na União de Freguesias de Além da Ribeira/Pedreira, que se encontra, neste momento, a aguardar pareceres com vista à sua implementação.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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