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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Câmara de Tomar confirma que marido da Presidente ganhou concurso

O Município de Tomar emitiu um comunicado nesta quarta-feira, 6 de janeiro, onde confirma que Luís Ferreira passou a ser Técnico de Informática desta autarquia (no âmbito de um procedimento concursal de mobilidade interna) mas refere que a presidente da edilidade, Anabela Freitas – e sua companheira afectiva – desconhecia os resultados do mesmo. Luís Ferreira era Técnico de Informática na Câmara de Alpiarça até há dois anos, data em que Anabela Freitas o nomeou seu chefe de gabinete. Agora, torna-se funcionário dos quadros de pessoal do município de Tomar.

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Luis Ferreira
Luis Ferreira, ex-chefe de gabinete e companheiro afectivo da presidente da Câmara de Tomar

O esclarecimento veio a público dois dias após a polémica reunião de câmara onde o vereador da CDU, Bruno Graça, revelou que Luís Ferreira – que pediu esta semana a exoneração do cargo de chefe de gabinete – tinha conseguido entrar para os quadro de pessoal do município. “Agora que os resultados do concurso são do domínio público, a CDU reafirma que todo este processo de mais de dois anos minou a confiança e a credibilidade do executivo, internamente e junto da população do concelho”, referiu na mesma ocasião em que Anabela Freitas, sua parceira de Coligação, disse que nenhum concurso de mobilidade tinha ainda terminado.

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Numa nota enviada à comunicação social, o Município de Tomar explica agora que abriu, no final de julho de 2015, um procedimento concursal em regime de mobilidade interna, com recurso a júri, para 12 lugares disponíveis no mapa de pessoal. “Ao referido procedimento concursal, entre vários trabalhadores e para diferentes funções, concorreram – por já serem funcionários da administração local – vários trabalhadores, incluindo o anterior chefe de gabinete do Município, Luís Ferreira, tendo este, por avaliação do referido júri, ficado classificado para ocupar a vaga de técnico de informática, processo dado por concluído em 30 de dezembro de 2015, com a aceitação do seu serviço de origem e do próprio”, atesta o documento.

O mesmo comunicado salienta que, a 4 de janeiro – dia em que se realizou a reunião de executivo – “a presidente de Câmara desconhecia a finalização em concreto do processo, o que só denota a sua total e absoluta isenção no mesmo”.

De acordo com o comunicado, ao contrário das dúvidas que foram levantadas publicamente, “o processo teve uma transparência muito superior a procedimentos análogos e em uso, uma vez que o recurso a um júri (o qual tomou todas as decisões de avaliação com total autonomia), garante que não houve qualquer interferência da presidente da Câmara”.

Encontram-se já terminados e aceites os processos de mobilidade interna referentes à admissão de um técnico superior de turismo, um assistente técnico de turismo, um motorista de transportes coletivos e um técnico de informática. “São assim desprovidas de sentido todas as suspeitas colocadas no processo, não sendo sequer plausível imaginar que, quatro décadas depois do 25 de Abril, algum trabalhador da administração pública pudesse deixar de se apresentar a um concurso, apenas por se encontrar em nomeação política”, refere a nota. “Nem os cidadãos em funções políticas podem ser prejudicados, nem uma autarquia gerida por partidos da esquerda parlamentar poderia prejudicar os direitos constitucionalmente consagrados aos seus trabalhadores”, concluiu.

Questionado pelo mediotejo.net sobre a esta situação, o vereador do PSD, João Tenreiro refere que se “trata de mais um episódio infeliz e lamentável desta Governação”. Para o vereador social-democrata, “não se entendem dentro do partido, não se entendem na governação e abre-se um concurso para um técnico de informática onde já havia suspeitas que seria para o chefe de gabinete. O descrédito desta coligação está a atingir níveis insuportáveis e Tomar continua a ser notícia pelos piores motivos”.

Já o vereador Pedro Marques, dos Independentes por Tomar, refere ao mediotejo.net que “a Câmara está com graves problemas de governabilidade”. Para o vereador independente, basta ter em conta “o que o vereador Bruno Graça finalmente deu conta na última reunião do executivo, em que relatou situações e factos ética e politicamente negativos, bem como decisões constantemente adiadas nos últimos dois anos”. Em relação a admissões de funcionários no Município, “é uma competência da Sra. Presidente, a qual é administrativa, política e eticamente a única responsável por tais decisões”.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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