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Sábado, Julho 31, 2021

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Câmara de Mação rejeita responsabilidade por focos de poluição no rio Tejo

O presidente da Câmara de Mação rejeitou hoje qualquer responsabilidade do município a que preside em casos de poluição no rio Tejo, numa reação a informações veiculadas pelo Ministério do Ambiente que apontavam nesse sentido.

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“A Câmara de Mação foi notificada em julho de 2015 para adoção de medidas no âmbito da gestão de águas residuais provenientes do Parque de Campismo de Ortiga e restaurante junto à praia de Ortiga, e um mês depois, em agosto, estava tudo resolvido”, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia, Vasco Estrela (PSD).

“A Câmara de Mação não polui o Tejo neste local nem em nenhum outro”, vincou.

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A posição do autarca de Mação decorre de um relatório do Ministério do Ambiente que confirma o agravamento dos problemas no Tejo em 2015, documento divulgado pelos deputados do BE na terça-feira na Comissão Parlamentar do Ambiente, e no qual se identificam as principais empresas e municípios de Santarém e Castelo Branco poluidores do rio.

No documento, a que a Lusa teve acesso, refere-se que entre as principais fontes poluidoras do Tejo (a maioria situa-se em Vila Velha de Rodão) duas situam-se no concelho de Mação – ETARs I e II de Ortiga, sob responsabilidade das Águas de Lisboa e Vale do Tejo, e a fossa do Parque de Campismo de Ortiga, sob responsabilidade da Câmara Municipal de Mação.

“Partindo do princípio que estamos a falar do mesmo documento, o relatório de ação de fiscalização agora divulgado não é recente, tendo esta ação tido lugar no início de julho de 2015, pelo que não configura qualquer novidade sobre esta questão”, sublinhou Estrela, tendo referido que, “na sequência da referida notificação, a Câmara de Mação efetuou imediatamente, em agosto de 2015, as respetivas diligências no âmbito das infraestruturas que estão sob sua responsabilidade, ou seja, no Parque de Campismo”.

O autarca afirmou ter “cessado a rejeição de efluentes para a linha de água e solo” e “adjudicado a uma empresa a limpeza da envolvente da fossa, sendo o seu encaminhamento da responsabilidade daquela empresa, que o fez nos termos legais, emitindo posteriormente os respetivos comprovativos”.

Atualmente, acrescentou, “encontra-se em funcionamento um reservatório estanque que receciona os efluentes do Parque de Campismo e que são posteriormente transportados para um local apropriado ao seu tratamento”, situação que, observou, “apesar de não ser a solução ideal e definitiva, a verdade é que o problema pelo qual a autarquia foi notificada foi imediatamente resolvido em agosto”.

Vasco Estrela disse ainda que, no que diz respeito às ETARs I e II de Ortiga, “a Câmara de Mação não tem qualquer tipo de responsabilidade sobre as mesmas, pois estão sob a alçada das Águas de Lisboa e Vale do Tejo”, tendo feito notar que “há já cinco meses que o problema foi resolvido e as respetivas entidades fiscalizadoras devidamente informadas sobre as diligências concretizadas”.

O presidente da Câmara de Mação concluiu tendo afirmado “acreditar e confiar nas entidades competentes para ultrapassar esta fase negra ambiental com que o rio Tejo se tem confrontado”.

Agência de Notícias de Portugal

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