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Sábado, Julho 24, 2021

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Trincanela

“Calor e impressionismo”, por Massimo Esposito

Com este calor só dá para pensar em tomar banho no Tejo, no Castelo de Bode, ou nas muitas belas praias fluviais que temos aqui à volta. Mas também dá vontade de sair e pintar ao ar livre, protegido por uma bela sombra e retratar as belas paisagens Ribatejanas. E aqui lembro-me dos Impressionistas, que admiro muito. Mas então o que é o impressionismo?

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Estranhamente, a denominação Impressionismo vem de uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a belíssima tela de Monet “Impression du Soleil Levant”. É um movimento artístico surgido na França no século XIX, que começou com uma nova visão conceitual da natureza e de como demonstrá-la utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento.

Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre (provavelmente é por isto que penso neles) para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da luz e da natureza.

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Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas, geralmente sem misturá-las, os impressionistas buscavam obter a vibração da luz, o aspeto efémero da vida, fugaz momento da luz e da sensibilidade.

A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons. É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pela mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano.

O Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que, em conjunto, emocionam quem contempla suas obras.

Estou a lembrar isto visto que, nesta altura, há muitos concursos de pintura ao ar livre, encontros de Urban-sketchers e pintores que aproveitam o ótimo clima que temos, e que demonstram que a herança cultural dos impressionistas ainda está viva.

Sem dúvida foram um grupo de artistas tecnicamente preparados, curiosos em conhecer as novas descobertas, livres e democráticos, um exemplo para todos! E por isto penso, que, apesar de terem passado mais de 140 anos, eles são ainda atuais e modernos e surge agora uma pergunta… Precisamos de um novo impressionismo????

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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