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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“Breve conto da Terra”, por João Morgado

Era uma vez um planeta algures no Universo, num sistema que era o Solar. Esse planeta, quando se formou, era uma grande bola de fogo como o são as estrelas. Com o passar dos tempos o fogo foi desaparecendo, dando lugar à água e à terra, terra essa que se foi cobrindo de pequenos arbustos e plantas.

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Era um planeta lindo, que aparentava ser feliz, mas não o era, pois sentia-se sozinho, sem nada nem ninguém com quem conversar, o Sol estava tão longe que não o conseguia ouvir. Então algo misterioso e incrível aconteceu, uma Lua formou-se ao seu lado, passando ao girar à sua volta, como ela girava à volta do Sol.

O tempo foi passando e o planeta chamado Terra e a sua nova amiga Lua falaram de tudo. De como eram as tempestades em Júpiter; de como eram os anéis de Saturno; de como Plutão era tão, tão pequenino e estava tão, tão longe. Mas foram deixando de falar, não porque quisessem, mas porque nada havia mais para falar. Um dia apareceram na Terra uns seres muito pequeninos, tão pequeninos que a Lua não os conseguia ver, mas a Terra contava-lhe tudo à cerca deles. Que eram tantos e tão diferentes uns dos outros, que ela os estimava tanto e eles a ela.

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Até que houve um dia em que um grande meteorito veio contra a Terra, esse meteorito dividiu-se em vários meteoritos pequeninos que acabaram por matar os pequenos seres que na Terra habitavam. Ela sem nada poder fazer limitou-se a chorar e chorar, chorou durante tanto tempo que a destruição causada pelos meteoritos acabou por desaparecer, dando lugar outra vez às plantas e aos arbustos, que agora cresceram maiores e com mais força.

Depois disso os tempos de angústia e tristeza voltaram à Terra, era um planeta sem vida como outrora o fora. Foi quando uns animais muito mais pequenos que os outros apareceram na Terra, trazendo consigo alegria. Esses animais foram se desenvolvendo e reproduzindo-se mais e mais. Foram passando os tempos e a Terra não deixou de os adorar, pois eram seus filhos, foram evoluindo ainda mais e mais e tanto que chegaram a visitar a sua tia Lua numa nave feita de materiais que a sua “Mãe Natureza”, como chamavam à Terra, lhes foi dando.

Mas eles usaram, usaram e abusaram que a mãe ficou tão triste que fez os ciclones e as tempestades, as secas e o calor para ver se eles se portavam melhor. Ela dava-lhes tudo o que tinha e eles queriam ainda mais. Só alguns é que entenderam a mensagem da Mãe, por isso ela fez ainda mais tempestades e ainda mais calor e eles continuaram a portar-se mal. Ela tirou-lhes tudo aquilo que lhes dera e eles vendo-se sem nada entraram em guerras uns com os outros, de tal forma que iam destruindo a Terra aos poucos. A sua Mãe foi dando sinais de fraqueza mas os seus filhos, que já eram bastantes, não deram importância e continuaram neste uso dos recursos, até que a Terra lançou a lava dos vulcões e com eles vieram os terramotos que destruíram tudo o que os filhos da Terra tinham construído. Depois vieram as chuvas e as tempestades que inundaram tudo, cobrindo toda a face da Terra com água. Depois disso veio o calor e as secas, levando toda a água que com a chuva veio.

Agora a terra voltou aos tempos de tristeza de antigamente, ainda mais velha e gasta, cansada e frustrada que não aguentaria com as gerações vindouras dos poucos humanos que restaram. Eles não se preocuparam com ela mas ela continuou sempre a amá-los até ao fim dos seus tempos.

Nasceu no ano de 2000 na cidade de Abrantes. Arreigado, com muito orgulho, em Rossio ao Sul do Tejo, mas com uma enorme vontade de conhecer o Mundo. Estuda Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior e ainda não sabe bem o que quer fazer da vida. Inspira-se muito na célebre frase de Sócrates (o filósofo), “Só sei que nada sei”, como mote para aprender sempre mais.

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