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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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“Brasil, um resultado eleitoral preocupante para a democracia”, por Hugo Costa

A História, a língua e a cultura colocam o maior estado da América Latina, o Brasil, como nosso país irmão. A sociedade brasileira é profundamente desigual, tem índices de corrupção gigantescos e apresenta uma criminalidade e uma insegurança que deixa a maioria dos brasileiros sempre com um sentimento de receio.

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As eleições de Outubro de 2002 vieram trazer a esperança a uma parte
significativa da população com a eleição de Lula da Silva. Os governos do PT – Partido dos Trabalhadores  – retiraram milhões de Brasileiros da pobreza e permitiram que os filhos das classes mais baixas tivessem acesso ao estudo. Contudo, esses governos foram minados por escândalos de corrupção que levaram muitos brasileiros a odiar o PT.

Foi nesse clima que um discurso de extrema direita, homofóbico, machista
acabaria por ganhar espaço no Brasil. O processo, que levou à queda de Dilma, acabaria por levar os partidos moderados que estiveram envolvidos nesse “golpe” a quase desaparecerem do mapa eleitoral, onde o histórico PSDB apresenta o seu candidato na casa dos 5%. Com a radicalização do discurso, os eleitores preferiam o radical original.

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As eleições são no Brasil. O voto livre é dos brasileiros. O resultado, já esse, é muito preocupante para a democracia. O Brasil é um parceiro e nosso país irmão. Não é indiferente para este processo, a nefasta campanha das “Fake News” nas redes sociais que marcou estas semanas. Um novo método de desinformação rápido. Um novo paradigma na política.

Fernando Haddad vai ter um enorme e difícil desafio na segunda volta. Unir a esquerda e o centro é a única hipótese para este candidato. A união só é possível se deixar cair o PT, Lula e Dilma na campanha. Não vai ser fácil. O Brasil e o mundo esperam.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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