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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Bons Sons | Banda ouriense Zhéróis 2.1. abre festival esta quarta-feira (c/video)

O quinteto venceu o “Por Estas Bandas” e vai abrir o festival dos Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar, esta quarta-feira, 8 de agosto, pelas 22h00, na receção ao campista. A banda que não sabe ainda definir-se musicalmente e encontra-se a explorar os limites da música – da boa música – quer marcar o seu lugar no panorama musical e inspirar outras iniciativas a nível regional, colocando Ourém no mapa. São jovens, mas já levam um palmarés na bagagem.

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João Rodrigues, Pedro Casinhas, Vasco Santos, Guilherme Eugénio e Guilherme Simões têm entre 18 e 22 anos, existindo o projeto “Zhéróis” há cinco anos. A banda nasceu pela mão de Pedro, quando este desafiou alguns dos atuais elementos a criarem um grupo musical para participar num concurso na sua então escola, o Centro de Estudos de Fátima. “Ganhámos o Chuva de Estrelas”, recorda, tendo o grupo começado a ensaiar no verão seguinte.

“Zhéróis” é um acrónimo de “de zero a heróis”, outra forma de dizer que qualquer pessoa, independentemente da sua origem, pode vencer. A frase pode bem resumir o percurso e a ambição deste grupo, que começou por realizar espetáculos de covers, até que, há três anos, decidiu enveredar pelos temas originais, juntando o “2.1.” ao nome do grupo. “Uma forma aperfeiçoada” da banda original, comenta Pedro.

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Banda juntou-se há cinco anos e neste momento toca apenas os seus originais Foto: Luís Santos

Sucederam-se pequenos concursos de música na região, sempre com sucesso na prestação e aplausos do público, até à chegada do “Por Estas Bandas”, no qual já entraram em substituição de uma banda desistente e acabaram por vencer. Surge assim a primeira participação nos Bons Sons, festival que frequentavam até ao momento apenas como público.

“Acho que a palavra que mais o define é «acolhedor», familiar”, comenta João Rodrigues sobre o festival. “Vêem-se famílias, crianças, respeita-se e interage-se com a aldeia”, acrescenta Pedro.

À abertura, na receção ao campista, vão levar apenas os seus originais. Não se conseguem definir em termos de estilo, mas afirmam que a sua música passa por diversos géneros, como o rock, o pop ou o folk alternativo. “O nosso objetivo é ir ao limite, sem barreiras, para expandir”, afirma Pedro.

Algumas das músicas dos Zhéróis 2.1. encontram-se disponíveis no Youtube, como o tema “Tum Tam” inserido esta semana. Depois do palco dos Bons Sons o grupo quer gravar mais músicas e procurar a afirmação que em Portugal, mas em particular no interior, é difícil. Espaços para tocar há muito poucos, comentam, e o afastamento de Lisboa e Porto reduz ainda mais as possibilidades.

“Aqui não há quase nada”, explica Guilherme Simões, “estou a estudar música em Lisboa e todos os meus amigos têm bandas e bares onde tocar. Aqui não há nada”, pelo menos em termos de bares que permitam a uma banda apresentar os seus originais. “Gostava que o pessoal acordasse aqui em Ourém”, continua, “que se criassem mais bandas através do nosso exemplo. Para crescermos e colocarmos Ourém no mapa”.

As ambições de Pedro vão, porém, mais longe. Gostaria, reconhece, de ultrapassar os Xutos e Pontapés. “Para mim não é uma piada. Se conseguirmos mantermos-nos juntos e trabalharmos, sei que temos potencial. Se vai acontecer ou não, isso não sei. Estamos longe, mas sei que esse potencial existe”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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