“Boa Cama Boa Mesa”, por Armando Fernandes

Já está nas bancas a edição do ano em curso do Guia BOA CAMA BOA MESA uma edição do Expresso que abarca restaurantes, alojamentos e distingue profissionais da restauração e hotelaria. E, desta feita foi o Chefe Vítor Sobral a arrecadar o Prémio Carreira.

PUB

PUB

O Chefe em causa tem-se desmultiplicado em projectos cá, lá e pelo caminho, com sorte desigual, de qualquer modo, só os invejosos e analfabetos no nicho das artes culinárias ignoram a profícua acção de Sobral no que tange à modernização da cozinha portuguesa e do seu cuidado na harmonização entre o passado e o presente visando o futuro.

No respeitante à Boa Cama aparecem novidades, mas manda a verdade dizer que não conheço a maior parte dos alojamentos e a prudência recomenda siso na escrita. Assim faço.

PUB

Já no referente a restaurantes a situação é outra, refeiçoei na maioria dos distinguidos, discordo de duas ou três confirmações, não me causou espanto os saídos do ranking mais elevado – galardão Garfo de Ouro – embora lamente a descida de categoria do Flor de Sal de Mirandela.

Manter um restaurante na apertada classificação do Garfo de Ouro obriga a cuidados, encargos e obrigações cujo custo só é ultrapassado se existir clientela que baste, capaz de gastar uma média de cinquenta euros por refeição sem bebidas e digestivos.

Há dias publiquei neste jornal e outros da região informação referente a Prémios outorgados por entidades regionais, entenda-se Ribatejo. Só que os escolhidos por dois júris júris, um de cunho local, outro regional, nenhum deles mereceu a atenção do guia BOA MESA BOA CAMA. Não me causa surpresa, muito menos espanto tal evidência.

Mas causa-me desgosto o facto de as unidades de alojamento e os restaurantes ribatejanos ficarem afastados do galarim. No tocante a restaurantes punha e ponho uma vela pelo Malho no Malhou. Nenhum mais.

No referente a prémios, volto a escrever, existem para todos os gostos e desejos, só que também neste nicho funciona o princípio expresso no «dicionário» de Orwell,” todos os homens são iguais, mas há uns mais iguais que outros”. O intento de Orwell foi o de salientar a maldade dos homens, neste caso é o de reclamar o mérito para quem o merece.

Vários restaurantes de Lisboa obtiveram o garfo de ouro, dois de Évora e um de Montemor-o-Novo, portanto rentes ao Ribatejo, logo aptos a receberem a clientela englobada na classificação gastroturistas e gourmet exigente.

Os dados estão lançados, compete aos interessados fazerem contas muito bem, se valer a pena arriscarem e lutarem por um lugar nesta classificação que como todas está sujeita a erros e omissões. Só que, tal como o azeite vem sempre ao de cima, a qualidade, talento e engenho também acabam por saírem do casulo ou colete de forças.

PUB
APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser), através do IBAN PT50001800034049703402024 (conta da Médio Tejo Edições) ou usar o MB Way, com o telefone 962 393 324.

PUB

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here