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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021
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“Bienal de Coruche, Olímpia Maria e Alexa Godinho”, por Massimo Esposito

Este fim de semana tive tempo para dar uma vista de olhos a algumas exposições ao nosso redor e não podia faltar uma visita à Bienal de Coruche.

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Dia lindíssimo para apreciar as instalações com o tema “RIO”, um percurso ribeirinho muito bem organizado e desenvolvido. Cada obra é explicada com o nome do autor (às vezes há exposições mudas, sem explicações para o visitante). Vinte e sete participantes que apresentaram obras em ferro, aço, lã e fios entrelaçados e outros materiais – uma visão “contemporânea” do tema que pode chamar a atenção pelas cores e formas. Não gostei de quem foi distinguido, uma obra pobre e estéril a meu ponto de vista, demasiado sintética e anacrónica ao tema (mas o júri assim decidiu). Gostei de outras e talvez a de João Maria Ferreira tenha sido a que mais se aproximou da síntese de RIO com formas agradáveis e um óptimo uso dos materiais. Devo dar os parabéns aos Coruchenses e a quem coordenou o projecto das envolvências que, estas sim, foram muito apreciadas e dão cores e movimento ao Sorraia e um toque realmente artístico a esta Bienal que já nos acostumou a ver obras interessantes e módulos expositivos modernos e alternativos. Uma nota também pelo belo catálogo que explica exaustivamente o evento com mapas e programações paralelas.

Olímpia Maria é uma autodidacta que expõe na Galeria municipal de Entroncamento, quadros de paisagens e flores que, apesar de dever melhorar a técnica, são agradáveis e mostram o que realmente a autora gosta e deseja representar. Um exemplo de dedicação à arte sem outros fins que não o de gostar de pintar, parabéns.

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Na galeria da Associação Entroncartes no centro Euroshopping do Pingo Doce em Entroncamento expõe Alexa Godinho, já há alguns anos a pintar com indicações de um professor, mas que se destaca pela sua pincelada pessoal e escolhas dos temas, neste caso São Martinho do Porto. As cores são também um life-motive que se apresenta em cada quadro e com certeza são reconhecíveis pela personalidade que impõem e durante a inauguração foi elogiada pela persistência e carinho que dá a cada pincelada.

Estes são alguns apontamentos para quem deseja ver um pouco de arte e descobrir o que se faz a nível artístico ao nosso redor.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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