Bemposta | Junta de Freguesia combate vespa asiática com centenas de armadilhas

Vespa velutina entrou em força na região do Médio Tejo. Junta de Freguesia de Bemposta está a espalhar cerca de 200 armadilhas pelo território. Foto: DR

A Junta de Freguesia de Bemposta (Abrantes) decidiu por em prática um plano de distribuição e colocação de mais de 200 armadilhas para vespas asiáticas, servindo também como “teste de localização ou presença deste outro inimigo indesejável”. A proliferação da vespa velutina, que está em todos os lugares da freguesia, é um problema que se desenvolve paralelamente à pandemia de covid-19, e o apelo é para que quem puder coloque armadilhas para estas vespas.

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A autarquia já havia posto em prática um plano de apoio à população, que consistia em efetuar rondas ou passagens por toda a freguesia com o objetivo de aferir casos a necessitarem de apoio e ao mesmo tempo transmitir as recomendações de segurança aos residentes nas diferentes localidades, no que concerne à covid 19. Estas deslocações servem agora para um duplo propósito, aliando as mesmas ao combate à vespa asiática.

A Junta de Freguesia de Bemposta informa que tem convidado “o maior numero possível de apicultores e produtores de mel, para, em colaboração, colocarmos também o maior numero de armadilhas, ajudando-os com o fornecimento dos produtos para fabrico do isco atrativo. Iniciamos o trabalho há cerca de uma semana, encontrando-se em franco crescimento e com uma adesão massiva dos intervenientes”, explica o presidente da Junta de Bemposta, Manuel João Alves.

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O autarca fala num “balanço positivo”, sendo que a Junta contabilizou “mais de 200 armadilhas colocadas de forma dispersa por toda a Freguesia, tendo também sido possível efetuar uma vistoria em grande parte das armadilhas já colocadas, bem como uma recolha de insetos capturados. O que tem resultado numa enorme preocupação, na medida em que já foram capturadas centenas de vespas velutinas e algumas vespas crabro”, nota o autarca, considerando ainda mais preocupante “a sua presença em toda a área dos 184 quilómetros quadrados” da Freguesia de Bemposta.

Manuel João Alves aponta como “único aspeto positivo” aquilo que é considerado pelos especialistas em termos de evolução e comportamento da espécie. “É agora a altura em que as vespas fundadoras fazem o seu ninho primário, de onde vão nascer as futuras rainhas que irão construir novos ninhos, por isso é muito importante capturar o maior numero possível” de vespas invasoras.

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Segundo o presidente verifica-se uma maior presença das vespas “junto aos aglomerados populacionais, relativamente às zonas de floresta e campo”.

Conscientes da “impossibilidade de cobrir toda a área da Freguesia”, a Junta irá “continuar a colocar mais armadilhas” no sentido de reduzir “o exponencial crescimento deste problema”. Manuel João Alves assegura que “o fabrico, quer das armadilhas, quer do isco, é extremamente fácil” e apela à colaboração dos fregueses.

De salientar que é extremamente importante “atacar” este problema durante o mês de abril por ser a altura em que são construídos os ninhos primários, que darão origens às novas rainhas, que irão fazer os seus ninhos “secundários”, sendo de referir que o isco deve ser substituído pelo menos de duas em duas semanas, disse ainda o presidente da Junta de Freguesia.

“Temos estado a apanhar vespas asiáticas em todo o território da freguesia, com especial incidência em Bemposta e Água Travessa, mesmo dentro das localidades”, alertou.

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