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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Bebé nasce numa ambulância a caminho do Hospital de Tomar

José quis vir ao mundo mais cedo e não deu tempo à mãe para chegar ao Hospital de Abrantes, onde se encontra a Maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo: nasceu numa ambulância, na Rua de Coimbra, mas a caminho do Hospital de Tomar. O parto foi realizado pelos bombeiros de Tomar Nuno Oliveira e Gonçalo Henriques. A conduzir a ambulância ia Francisco Simões.

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Nuno Oliveira e Gonçalo Henriques

Foi na noite de quarta-feira, 17 de fevereiro, que os três bombeiros da Corporação de Tomar  – mais habituados a encontrar situações de morte do que de vida nos seus dias de trabalho – viveram este episódio especial. Tudo começou cerca das 20h50 quando a mãe, grávida de 33 semanas, parou o carro à porta do quartel. Pediu ajuda pois sentia que poderia estar para dar à luz mais cedo do que o previsto.  Após ser feita a triagem com o CODU, receberam a indicação que teriam que aguardar que chegasse a VMER de Abrantes. Acontece que a senhora, grávida do segundo filho, entrou em trabalho de parto. Após novas diligências receberam autorização para se deslocarem para o Hospital de Tomar, onde o parto se iria realizar numa sala da urgência.

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Já em marcha, poucos minutos depois de terem deixado o quartel, Nuno Oliveira deu ordem para Francisco Simões parar a ambulância, no trajecto entre o quartel e o hospital. Não havia tempo apesar deste unidade de saúde se encontrar apenas a um minuto de distância. Á porta da mesma, a equipa de enfermagem já se encontrava de prevenção. “Quando a observei, verifiquei que já aparecia a coroa encefálica do bebé pelo que o parto tinha que acontecer”, explica Nuno Oliveira, bombeiro há 18 anos e que já conta com mais partos no currículo.

Uma situação diferente de Gonçalo Henriques, de 23 anos, que foi a primeira vez que viveu esta experiência. “Sou bombeiro há cerca de 3 anos e foi gratificante, de facto, poder ajudar nascer uma outra vida. A experiência do Nuno facilitou bastante”, descreve. José, filho de uma família residente em Venda Nova, nasceu às 21h20 com 2,240 quilos.

Para Nuno Oliveira, “já são 9 dentro da ambulância”, acrescentando que é das experiências mais enriquecedoras que um bombeiro pode viver. “Nós, que vemos tantas desgraças todos os dias e temos tantos obstáculos que ultrapassar, é sempre bom quando ajudamos no nascimento de uma nova vida”, refere, satisfeito com mais este final feliz. O primeiro parto que fez dentro de uma ambulância, enquanto bombeiro, aconteceu quando tinha apenas 17 anos na Av. D. Nuno Álvares Pereira. O último foi com dois meninas gémeas, no Nó da Atalaia. “É pena termos um hospital aqui e não termos maternidade. O facto de termos que fazer 40 ou 50 quilómetros, por vezes, faz com que não dê tempo e aconteçam estas situações”, atesta.

Desde que a Maternidade fechou em Tomar já foram várias as crianças que nasceram a caminho do Hospital de Abrantes. Um dos últimos casos conhecidos passou-se no dia 10 de dezembro de 2015, às 05h07 da madrugada, dentro da ambulância SIV do INEM que seguia a caminho da Maternidade. Martinho Lopes Ribeiro viria a nascer com a ajuda da tripulação desta ambulância nomeadamente por um Enfermeiro e um Técnico de Emergência do INEM.

 

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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